Os 28 pescadores vianenses afetados pelo cabo do parque eólico Windfloat vão receber 500 mil euros para “repartir, de forma igual, por todos”. A certeza foi deixada ao final da tarde desta segunda-feira, no edifício da Câmara Municipal. Amanhã, terça-feira, dia 20 de agosto, todos vão participar na Procissão ao Mar, no dia da padroeira dos pescadores.

“Nós pescadores não podíamos faltar à Procissão”, dizia, no final da reunião com o autarca vianense, António Coimbra. Um dos pescadores afetados manifesta ainda que “esta posição de força foi tomada, não por nossa livre vontade, mas de uma certa maneira empurraram-nos para isso. Foi para chamar a atenção das entidades políticas do nosso país”. Acrescentando que “vamos sempre muito satisfeitos por acompanhar a nossa padroeira”.

Para aquele pescador o valor atribuído não foi “bom”, mas “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”. António Coimbra adianta que serão dadas outras contrapartidas, nomeadamente com os arranjos nas rampas de acesso na doca e outras melhorias nas estruturas de apoio aos pescadores.

“O valor da compensação vai ser repartido entre a REN (Rede Elétrica Nacional) e a EDP Renováveis, visto que as duas instituições articulam neste projeto”, dizia José Maria Costa, adiantando que “ao final da tarde tivemos a disponibilidade da REN e da EDP Renováveis e fechamos um acordo. Agora o representante dos pescadores vai estabelecer os acordos com as instituições de forma a que os compromissos sejam operacionalizados. Penso que conseguimos uma compensação justa para os pescadores e resolvemos um problema que é permitir que seja montado o cabo submarino para o projeto Windfloat”.

O autarca vianense falava do caráter “inovador” do projeto, que “coloca Portugal com o maior projeto Europeu de produção de energia renovável em offshore. É um projeto de referência e vai dar a conhecer Viana do Castelo”.