António Costa presidiu à cerimónia de consignação dos acessos rodoviários ao porto de mar. A sessão contou ainda com a ministra do Mar e aconteceu no dia 27 de fevereiro. As obras poderão arrancar a qualquer momento.

O primeiro-ministro manifestou que se sentia “um priveligiado” por assistir à consignação “de uma obra que está há quarenta anos adiada”. Na cerimónia, o governante referiu que esta obra será uma mais-valia para as empresas da região e para o movimento portuário, mas que vai “simultaneamente melhorar a qualidade de vida das populações, que vão deixar de ver a sua vida devassada pelo tráfego das viaturas que entram e saem do porto”.

António Costa frisou ainda que o Alto Minho tem sido um “excelente exemplo” para compreender “que ser uma região de fronteira não é uma fatalidade, mas sim um potencial de crescimento”.

Na cerimónia, esteve presente a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que veio a Viana do Castelo lançar também o concurso para o aprofundamento do anteporto e do canal de acesso aos Estaleiros Navais e ao Cais do Bugio. Estas intervenções visam melhorar a acessibilidade à infraestrutura portuária e reforçar a sua competitividade, alargando o seu hinterland.

Ana Paula Vitorino destacou o “empenhamento do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e dos empresários locais, que serviu para convencerem um Governo que já estava convencido da importância de investir no porto de mar” vianense.

Já o Ppresidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, considerou que, foram resolvidos dois fatores críticos, permitindo novas acessibilidades marítimas, com o rebaixamento dos fundos, e novas acessibilidades rodoviárias que potenciam o perfil exportador do porto de Viana do Castelo e favorecem a atratividade deste para outros fluxos de mercadorias que até agora não eram competitivos.

O autarca revelou que o Portugal 2020 tem sido um bom instrumento de trabalho para a região, tendo o Alto Minho captado já mais de 500 milhões de euros, dos quais 2/3 foram destinados para investimentos nas atividades económicas.

Com um valor de adjudicação de 7,3 milhões de euros, o novo acesso ao porto de mar prevê a criação de uma rodovia de 8,8 quilómetros de extensão a ligar a A28 ao Porto de Viana do Castelo em São Romão de Neiva, com duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura. A obra inclui ainda a requalificação de um troço e bermas da Estrada Nacional 13 e a construção de dois novos troços a ligar esta estrada nacional à A28, com acesso direto ao porto comercial.

Este investimento, que deverá estar concluído em agosto de 2020, pretende atrair novas atividades económicas para a área de influência do porto; reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do porto aos principais polos de atividade; reduzir o ruído e as emissões poluentes; aumentar a segurança da circulação; e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas.

Já o aprofundamento do anteporto e do canal de acesso aos Estaleiros Navais e Cais do Bugio contam com um investimento público de 18,5 milhões de euros e privado de 11 milhões de euros. As intervenções, que deverão estar concluídas em 2021, implicam uma dragagem para aprofundar o canal e o anteporto para -6,0 metros, a fim de permitir o acesso a navios de maior dimensão. Fica, assim, reforçada a competitividade do cluster da indústria naval no país e melhoradas as condições de acesso ao Cais do Bugio e à Doca Seca, recebendo esta um novo cais de 140 metros de comprimento e 40 de largura.

Espera-se que o aprofundamento do anteporto e do canal de navegação contribua para o aumento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) em mais 90 milhões de euros; para o incremento do emprego com 400 novos postos de trabalho; e para o reforço da atividade anual do estaleiro.