O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho quer que sejam os governos de Espanha e Portugal a suportar os custos das deslocações dos trabalhadores transfronteiriços.

Os autarcas que integram aquele agrupamento o agrupamento europeu, alertam terem decidido “apoiar a mobilização de agentes económicos e sociais para a realização imediata de ações simbólicas de protesto contra as condições de encerramento dos pontos de passagem da fronteira entre o Alto Minho e a Galiza”.

Fonte do AECT explica que “com esta renovação de encerramento das fronteiras, os Governos reiteram a indisponibilidade de suportar os custos com mais pontos de passagem autorizados controlados, querendo transpor para os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças grande parte desse ónus. Neste sentido, voltamos a reforçar que devem ser os estados a suportar estes gastos e que devem imediatamente dar início a uma compensação financeira para as empresas e os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças que estão a sofrer as consequências desta medida”.

Os autarcas falam da “fiscalização excessiva”, nos pontos de passagem autorizados, o que contribuiu para “por um lado, para uma demora desnecessária no momento de atravessamento e, por outro lado, para um desconforto psicológico e social que este território não vivia há mais de 30 anos”.

No final da reunião, que decorreu por videoconferência e juntou os alcaldes dos concellos de A Guarda, Oia, O Rosal, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, Salvaterra, As Neves e Arbo, e os presidentes das câmaras municipais de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, foi decidido pedir uma reunião com o ministro da Administração Interna do Governo Português.

Aqueles responsáveis políticos querem ainda que os trabalhadores transfronteiriços sejam integrados “como beneficiários dos mecanismos/apoios socioeconómicos aprovados pelos Governos de Portugal e de Espanha para fazer face aos impactos da pandemia Covid-19, e que as empresas prejudicadas com o encerramento de fronteiras sejam igualmente elegíveis nos mecanismos de recuperação próprios”.