A Águas do Alto Minho (AdAM) vai retomar a faturação no final de junho, depois de estar  com as cobranças interrompidas desde abril, quando detetaram erros.

“Já começamos a enviar as faturas de março, processo que está concluído até final de junho. Depois vamos calmamente, sem criar nenhuma pressão sobre o orçamento familiar, enviar as seguintes. Em julho emitiremos a de abril, em agosto a de maio. Andaremos com algum atraso, ainda que recuperando um intervalo de tempo, sem criar pressão excessiva. Esperamos paulatinamente até ao final do ano recuperar uma fatura. A outra será recuperada em 2021″, afirmou Carlos Martins, à Lusa.

O presidente não executivo do conselho de administração da Águas do Alto Minho (AdAM) informou que “não haverá nenhuma pressão excessiva” sobre os 107 mil clientes “para recuperar de uma vez só, ou num mês só, aquilo que ficou acumulado”.

“Vamos encontrar um mecanismo para as pessoas poderem ter uma forma suave de poder pagar a outra fatura que ficar pendente, mas sem imposição de pagar na mesma data das outras. Vamos sempre tentar que as datas de pagamento criem alguma folga nas finanças das pessoas e depois encontraremos uma maneira que seja tranquila junto dos clientes”, assinalou Carlos Martins.

Em abril, após terem sido detetados erros de faturação que afetaram 15 mil consumidores, a empresa suspendeu a faturação.

AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.