O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho classificou hoje de “inferno” o “ambiente” vivido na manhã desta terça-feira na fronteira entre Valença e Tui, na Galiza, apelando ao fim do “calvário” de trabalhadores e empresários transfronteiriços.

“Legalmente não sabemos o que fazer mais. Intervenções ilegais? Não sabemos fazer”, refere fonte do AECT Rio Minho, em comunicado.

Segundo aquele organismo é necessário a  “reabertura urgente das fronteiras, bem como a compensação financeira para trabalhadores e empresários transfronteiriços, devido aos elevados prejuízos provocados por esta decisão injusta e desproporcionada, no tempo e na forma”.

“Os responsáveis políticos por esta ruína socioeconómica transfronteiriça têm de assumir as suas responsabilidades”, sustenta fonte do AECT, com sede em Valença.

Na passada sexta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) informou que o controlo de pessoas nas fronteiras terrestres e fluviais entre Portugal e Espanha prolongar-se-ia por mais 15 dias.

No Alto Minho existe apenas um ponto de passagem autorizado a funcionar 24 horas por dias, que é a fronteira de Valença-Tui. As de Monção, Melgaço, Lindoso, em Ponte da Barca, funcionam apenas nos dias úteis, das 07h às 09h e das 18h às 20h, e apenas para trabalhadores transfronteiriços.

Fonte do AECT Rio Minho, “o ponto de passagem autorizado Valença-Tui, viveu, um ambiente infernal, com dezenas de quilómetros de filas para entrar em Portugal, com a passagem pelo controlo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a demorar uma média de duas horas”.

“Ao buzinão audível de revolta, vários trabalhadores transfronteiriços fizeram chegar o seu testemunho desesperante ao AECT Rio Minho, por ‘email’, telefone, nas redes sociais”, explicam.

“Apesar de evocar sensibilidade para o assunto, o ministro da Administração Interna do Governo de Portugal, Eduardo Cabrita, tem mantido uma posição completamente inflexível e intransigente, sendo da sua inteira responsabilidade e competência esta afronta aos trabalhadores e empresários transfronteiriços”, frisouo agrupamento.