O presidente da Comissão distrital da Proteção Civil manifestou-se preocupado pela perda de um meio aéreo no Alto Minho de combate a incêndios florestais.

“A notícia de que o Alto Minho vai perder um dos meios aéreos que tinha ao seu dispor desde 2010 deixa-nos a todos preocupados. Para além de inesperada, esta informação chega em contraciclo com as necessidades que aumentaram no terreno”, referia Miguel Alves. Acrescentando que “se com dois helicópteros já não era fácil gerir um verão no Alto Minho, onde temos o pior índice nacional de bombeiros por número de ocorrências e onde a orografia, o clima e a população dispersa não ajudam, no contexto deste ano a situação pode piorar e era quando mais precisávamos de apoio aéreo”.

Para a próxima época de incêndios florestais o Alto Minho dispõe de 12 corpos de bombeiros, 12 equipas de intervenção permanente e 690 bombeiros. Conta ainda com uma Brigada de Reforço de Combate a Incêndios Florestais que vem de Lisboa e estará no terreno durante três meses e com o empenhamento de 26 equipas de Sapadores Florestais de diversas instituições. Estas informações foram avançadas pelo Comandante Operacional Distrital, Marco Domingues.

Para o presidente da Comissão distrital a diminuição da área ardida nos últimos anos e a pandemia do novo coronavírus poderá dificultar o combate aos incêndios florestais. “Nos últimos dois anos a área ardida diminuiu muito mas, essa boa notícia do passado, é um péssimo prenúncio para este ano. Além disso, a pandemia condicionou a formação de novos bombeiros e a limpeza das matas e propriedades. Isto junto, com as dificuldades que sempre existiram com apenas um helicóptero operacional, criam um cenário de enorme preocupação para os agentes de Proteção Civil do Alto Minho”.

Estas preocupações vão chegar à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e ao ministro da Administração Interna.