O canoísta vianense Antoine Launay terminou a  prova nas meias-finais do slalom em canoagem com o 98,88 segundos, acabando por terminar no 11.º lugar da geral, sendo que à final passavam os dez primeiros.

“É difícil. Muito difícil. Foi muito trabalho. Estive tão próximo da final. Amo este desporto, mas é difícil ficar assim tão perto. O meu objetivo era o pódio, sinceramente fiz tudo para isso. Faltou um pouco de velocidade, fiquei a 0,5 segundos da final”, disse o atleta, aos órgãos de comunicação presentes em Tóquio.

Segundo o Diário de Notícias, Portugal apresentou um protesto por alegada violação do atleta da Austrália, Lucien Delfour, por entender que não cumpriu com as regras na passagem de uma porta, pelo que pedia a penalização do sexto classificado.

“No fim são os juízes que decidem. Não posso fazer nada. Acho que ele devia ter [penalização de] 50 [segundos], mas agora já acabou tudo. É a decisão e aceito-a. Foi o fim”, lamentou, depois de concluir a sua descida em 98,88 segundos, mais 43 centésimos do que o sueco Erik Holmer, 10.º.

Launay, sempre com voz embargada, admitiu que “não foi” a sua melhor prova, acusando “um pouco de pressão e stress” durante a manga única no centro de canoagem slalom de Kasai, que deixou de fora, inclusivamente, medalhados olímpicos no Rio2016.

“Cometi alguns pequenos erros e claro que podia melhorar. Queria estar na final, porém fui 11.º e agora já nada posso fazer…”, insistiu.

O canoísta garante que chegou a Tóquio2020 na sua “melhor forma de sempre” e elogiou o trabalho do seu treinador e da equipa Darque Kayak Club, sobretudo nos aspetos logísticos que lhe permitiram estar “afastado da covid-19” enquanto continuou a preparar-se.

O português nascido em Toulouse, França, país onde reside, em Pau, estava mergulhado na deceção e não abordou a possível tentativa de chegar aos próximos Jogos, em Paris2024.

Estreante em Jogos Olímpicos, Antoine Launay apurou-se para Tóquio2020 com o sétimo lugar nos Mundiais de 2019.