No próximo dia 13, pelas 21h15, vai decorrer mais um Tertúlia sobre Cultura em Viana do Castelo, com moderação de Ilda Figueiredo, no salão nobre do S. C. Vianense.

Desta vez, o tema será “Aldeias Contemporâneas: geopercepção” e terá como oradores um conjunto de artistas que trabalham em Viana do Castelo e que se estão a afirmar.

Um deles é Hugo Soares, artista plástico, que trabalha com questões como a passagem no Rio Lima, realizada no passado pelo seu  bisavô materno. Este trabalho, com um intuito contemporâneo, desenvolve-se através da memória da passagem, actividade que marcou várias décadas a relação da comunidade com o Rio Lima. A memória e a sua activação como elo de ligação entre o passado familiar e a sua construção plástica: criação do presente como memória futura.

Outra é Iva Viana, artista plástica-escultora, trabalha com o gesso, elemento fundamental para a percepção da história do estuque no concelho de Viana do Castelo. Sendo utilizado no seu trabalho um processo secular, a sua obra marca uma linguagem contemporânea que se espalha progressivamente pelo país e fora de Portugal, chegando a novos e diferentes públicos.

Também João Gigante, artista plástico/fotógrafo, desenvolve trabalho em torno de questões como a memória e a etnografia. No seu trabalho é relevante a importância da sua localização geográfica como matriz de pensamento como processo documental. Dos seus projetos, destaca-se também o projecto PHOLE, onde a utilização de um instrumento tradicional se transforma numa nova dinâmica de exploração e transformação desta sonoridade.

Ainda Joana Carvalho, arquitecta e directora do DINAMO10, tem como percurso uma ligação e relação entre artes e artistas.  O seu projecto tem como fundamento a ramificação de perspectivas, a relação entre iniciativas e pessoas, apresentando em exposições, conferências, residências e outros momentos de partilha um conjunto de posturas no que remete à acção criativa e ao seu pensamento.

Também Lia Gonçalves, joalheira, trabalha os materiais preciosos, numa linha que se revela a cada proposta. Em Viana do Castelo, a filigrana é um destaque claro naquilo que era o adorno do traje tradicional, ainda hoje destacado. O seu trabalho, pegando em técnicas também seculares, ultrapassa barreiras temporais e desmonta a relação entre o passado e o presente. A joalharia como forma contemporânea de pensar o corpo e a estética emersiva do seu trabalho.

Finalmente, Rita GT, artista plástica, é uma artista sem fronteiras, sem um ponto claro de abordagem geográfica, revela na sua postura como mulher um pensamento real sobre as condições do mundo atual, numa viagem constante entre um Portugal enraizado e um continente africano, que envolve o seu olhar pelas vias da comunicação plástica. A forma como reconstrução do pensamento.