A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) pediu hoje “liquidez” para as empresas, criticando ainda as “muito severas restrições à normal atividade do comércio e restauração”.

Fonte da Associação explica que “parece ser agora mais consensual que esta medida não é adequada [a de encerramento dos estabelecimentos nas tardes de sábado e domingo] e, apesar do surpreendente, porque irrisório, apoio à restauração, penaliza seriamente quem necessita de vender e servir para manter a sua porta aberta”.

Enaltecendo o esforço dos empresários da restauração, o presidente da Associação manifesta que “a atual crise é extremamente grave”. Acrescentando que os “paliativos não sanam, mas adiam os problemas”, nesse sentido exigem “medidas de forte impacto na tesouraria das empresas e que permitam a sua sobrevivência e transição para o que queremos que seja o verdadeiro normal”.

“Para salvar empresas e postos de trabalho, as empresas necessitam urgentemente de liquidez.  O lay off e as moratórias têm de ser prolongados no tempo”, explica. Manuel Cunha Júnior pedia que os setores mais afetados beneficiem de taxas reduzidas de IVA e isenção temporária de TSU. “Os próximos apoios financeiros às empresas, para comparticipar os denominados FSE terão de ter maior dimensão e uma elevada componente a fundo perdido”, informa.

A Associação Empresarial pede, entre outras medidas, o aumento significativo dos montantes previstos para o Programa APOIAR.PT e ainda o perdão de 50% das rendas comerciais, com início em abril de 2020 e durante um ano. No apoio às quebras na faturação da restauração, a AEVC pede que seja considerado o período homólogo de 2019 e não os meses de 2020.