Os autarcas do Alto Minho e da Galiza vão decidir hoje novas formas de protesto contra o encerramento das fronteiras com a Galiza.

“Uma vez mais, as populações da raia estão a ser tratadas como parente pobre pelos Governos de Portugal e Espanha apesar de estes terem vindo a defender a cooperação transfronteiriça como uma política fundamental para o desenvolvimento destes territórios e apesar de terem aprovado na Cimeira Ibérica que se realizou na Guarda, em outubro de 2020, a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço Portugal-Espanha”, refere fonte do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho em comunicado.

Hoje, às 09h30 decorre uma reunião para “analisar o classificam de total e persistente desconhecimento das entidades governamentais sobre a realidade da região fronteiriça com maior circulação de todo o país”.

Na sexta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) informou que o controlo de pessoas nas fronteiras entre Portugal e Espanha vai manter-se até 01 de março devido à pandemia, passando a existir a partir de segunda-feira mais dois Pontos de Passagem Autorizados (PPA), em Melgaço e Montalegre.

Valença é o único ponto de passagem autorizado que funciona 24 horas por dia. Monção e Melgaço funcionam nos dias úteis das 06h às 09h e das 17h às 20h.

“Esta alteração é atirar areia para os olhos dos autarcas e das suas populações, pois não satisfaz em absoluto as pretensões anteriormente expostas, além de manter o calvário de afunilamento de trânsito em Valença-Tui e de o Governo reiterar a indisponibilidade de suportar os custos com mais pontos de passagem autorizados controlados, querendo transpor para os trabalhadores transfronteiriços grande parte desse ónus”, defende fonte do AECT Rio Minho.

O agrupamento europeu adiantou que “vai procurar disseminar esta proliferação de testemunhos de forma a recolher informação de rotinas diárias completamente alteradas, com prejuízos incalculáveis a vários níveis, com o intuito de as compilar e entregar ao senhor Ministro da Administração Interna e restante Governo”.

O organismo garante “não pretender acrescentar mais exceções de passagem àquelas que já estão atualmente autorizadas, mas reivindica “que possa passar-se pelos pontos de passagem anteriormente existentes”.

“Na região Alto Minho/Galiza existem oito travessias – Caminha-A Guarda, Vila Nova de Cerveira-Tomiño, Valença-Tui (ponte nova e ponte Eiffel), Monção-Salvaterra do Miño, Melgaço-Arbo, e São Gregório (Melgaço), e a fronteira da Madalena, no Lindoso, no Alto Minho de ligação à província de Ourense, na Galiza”.