Ontem, dia 20 de maio,a deputada do PSD eleita pelo círculo de Viana do Castelo, Emília Cerqueira, exigiu ao ministro do Ambiente a demissão da administradora executiva da Águas do Alto Minho (AdAM) por causa dos “erros grosseiros de faturação” da empresa.

Na audição na Comissão de ​Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, o ministro do Ambiente, Matos Fernandes respondeu e disse que relativamente ” à questão dos erros de faturação da AdAM e às considerações miseráveis – não me enganei na palavra, miseráveis – que foram aqui produzidas pela deputada Emília Cerqueira, dizer duas coisas. Houve um erro de faturação e esse erro foi reconhecido por quem, de facto, dirige essa mesma empresa. Já foram emitidas notas de crédito depois desse erro de faturação e, seguidamente, serão feitas as faturas quando houver condições para serem feitas”.

A deputada de Arcos de Valdevez caracterizou o primeiro trimestre da Águas do Alto Minho (AdAM) de “trapalhadas e erros grosseiros de faturação, que levaram, inclusive, a Deco a pronunciar-se sobre esta matéria e a surgirem várias petições para que os milhares de consumidores vissem estes grosseiríssimos erros corrigidos”.

Nesse sentido, pediu a demissão de Inês Alves, vogal executiva da AdAM. “E temos esta senhora, administradora executiva, a única remunerada a ser uma ausência completa”, afirmou a deputada social-democrata, acrescentando: “Para quando a demissão da administração, nomeadamente da administradora executiva, e para quando a correção das desigualdades que têm vindo com estas faturações?”.

O ministro do Ambiente defendeu a administradora, porque tem estado “a trabalhar em estreita colaboração” com Matos Fernandes desde 2009.

Matos Fernandes referiu ainda que “quem nunca fez nada não se enganou” e aproveitou para falar do episódio das presenças-fantasmas no Parlamento.“Não me recordo de ter ouvido a senhora deputada pedir desculpa quando assinalou por engano a presença de outros colegas de bancada na sala que cá não estavam”, disse.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 107 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Foto: Público