Uma máquina giratória, com um braço que atinge 40 metros de altura, começa, na próxima semana, a fazer a desconstrução “pesada”, piso a piso, dos 13 andares do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, anunciou hoje fonte da VianaPolis.

O equipamento “único em Portugal” chegou esta madrugada à obra e está a ser montada para na próxima semana iniciar a desconstrução piso a piso.  “Durante o dia de hoje será montado, prevendo-se o início destes trabalhos na próxima semana“, sublinha fonte da sociedade.

Em outubro, durante uma visita às obras de “desfardamento” [remoção de todos os materiais não inertes, madeiras, alumínios, vidros, metais, para serem reutilizados ou reciclados] do edifício, o vice-presidente da VianaPolis, Tiago Delgado, explicou que, com a desconstrução dos 13 andares, vão ser retiradas 11.200 toneladas de betão, 2.800 de tijolo, 115 de produtos cerâmicos, 360 de aço, 110 de madeira, 56 de vidro e 32 de alumínio.

A desconstrução vai custar cerca de 1,2 milhões de euros e vai estar concluída em março de 2022.

Já Cláudio Costa, da Baltor, empresa responsável pela empreitada, disse ser a primeira obra do género realizada em plena malha urbana em Portugal, destacando que “90% do material que for retirado do edifício” será para reciclagem e posterior utilização na construção de vias de comunicação, ou até no novo mercado municipal de Viana do Castelo, à qual a empresa vai concorrer.

O empreiteiro apontou a conclusão da desconstrução do prédio para março de 2022.

Conhecido localmente como prédio Coutinho, o edifício Jardim foi construído no início da década de 70 do século passado. Tem a sua desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis.