A lista de Rui Fernandes às eleições da Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), que se realizam hoje, dia 18 de maio, não foi aceite. Os elementos marcaram uma conferência de imprensa para explicar as razões porque não avançam para tribunal para contestar a decisão da Mesa da Assembleia.

“No sábado, dia 12 de junho, somos informados de que a nossa lista não foi aceite porque na listagem dos candidatos aos diferentes órgãos não especificamos o cargo a que se candidatavam e porque, nas subscrições dos clubes, faltavam as assinaturas de mais dois representantes legais. Estes dois aspetos, gravíssimos na opinião da Mesa da Assembleia-geral, não permitiram aceitar a nossa lista”, referia o ex-árbitro de futebol. Rui Fernandes explica que contactou o presidente da Mesa da Assembleia que “me disse para submeter um requerimento a solicitar um prazo para a correção dos elementos em falta. Submetemos esse requerimento no mesmo dia e começamos imediatamente a recolher os documentos em falta para entregar na segunda-feira seguinte na AFVC”.

Contudo, aquele adianta que dias depois, recebem uma informação da Mesa da Assembleia-geral a explicara que “não tinha competência para nos dar prazo nenhum para correção do que quer que fosse. E que, portanto, uma lista rejeitada uma vez, é rejeitada para sempre porque não há prazo para corrigir nada”.

Rui Fernandes fala de “democracia escassa” e apela aos dirigentes dos clubes para em Assembleia questionarem a razão para a lista dele não ser aceite. “Sentimos por parte de alguns dirigentes dos clubes medo em assumir a mudança de uma vez por todas na AFVC. Nas nossas apresentações, os clubes sentiam medo de retaliações pela forma como a AFVC vive”, disse. Acrescentando que “apelamos a que os clubes, de uma vez por todas, assumam mais a vossa associação. Não continuem acomodados ao marasmo que há demasiado tempo grassa no nosso futebol distrital. Acordem!”

Questionado pelos jornalistas se ia recorrer aos tribunais, Rui Fernandes justifica: “não nos parece viável ir para tribunal porque o que iria acontecer era suspender o ato eleitoral que não deve ser suspenso. Acho que devem realizar-se eleições e não criar um processo que arrastar-se-ia durante anos”.

“Sabem que iríamos ganhar”

Rui Fernandes afirma que “ao longo de quase dois anos, dei o melhor de mim porque acredito neste projeto e nas pessoas que escolhi para me acompanharem”.

Conhecedor das regras do futebol não tem dúvidas em afirmar que também no processo de apresentação da candidatura “disputamos este jogo seguindo as regras, não fizemos rasteiras aos adversários porque acreditamos nas vitórias limpas”.

Todos os impedimentos para a candidatura de Rui Fernandes tem apenas uma justificação para aquele. “Não tenhamos dúvidas de que esta postura tem como único objetivo não nos deixar ir a eleições porque sabem que iríamos ganhar. Sabem que o nosso projeto não tem rabos de palha, não está comprometido com ninguém nem com nada, não fez promessas vãs, não desbaratou os nossos valores nem os princípios que deveriam reger qualquer associação”.

Rui Fernandes, que estava ladeado pelos elementos das listas dos 10 concelhos do distrito, criticava ainda a “falta de transparência”. “Não há transparência em nada do que sai desta AFVC e neste ato eleitoral, que pela primeira vez tem mais do que uma lista, não se cuidou de disfarçar o espírito tacanho, déspota e obscuro que tem existido há demasiados anos”.

Garantindo que “não terminamos este processo, vamos continuar atentos ao que se passa na Associação de Futebol de todos nós. Entramos neste projeto desportivo com valores e comportamentos éticos e, apesar de todos os juristas que nos acompanham serem unânimes em afirmar que toda esta tramitação é ilegal e a lei está do nosso lado, não queremos que os tribunais decidam estas situações”.