A EDP quer aproveitar o “potencial” da Escócia para produzir energia eólica em grande escala com tecnologia `offshore` flutuante desenvolvida em Viana do Castelo, disse, à Lusa, o presidente executivo, Miguel Stilwell D`Andrade.

A Escócia tem não só um grande potencial de `offshore` convencional, fixo ao fundo do mar, mas tem também potencial para o `offshore` flutuante. Esta é uma tecnologia mais embrionária, mais inovadora, mas na qual nós já temos alguma experiência”, afirmou Stilwell D`Andrade à agência Lusa, à margem da inauguração do centro de operações e manutenção de Moray East no porto de Fraserburgh, norte da Escócia.

“Nós temos em Portugal 25 MW que estão instalados ao largo de Viana do Castelo. É um bom exemplo da capacidade de inovação da EDP para este tipo de tecnologia. Este seria o primeiro grande projeto, já com escala, – estamos a falar de mais de 2.000 MW – de tecnologia flutuante que se poderia instalar aqui na Escócia”, acrescentou.

Stilwell D`Andrade espera que a conclusão até ao final do ano do parque eólico `offshore` fixo Moray East, com capacidade para produzir 950 megawatts (MW), consiga convencer as autoridades escocesas.

“Acho que este projeto demonstra que nós temos as competências e o conhecimento para entregar um projeto de grande complexidade”, afirmou.

“Isto é uma demonstração real da nossa capacidade de entregar este tipo de projetos. E podemos fazer muito mais. Nós temos mais capacidade de investir e vamos querer fazê-lo”, vincou.

A EDP considera o Reino Unido como um mercado estratégico para o crescimento do grupo, que está a investir muito nas energias renováveis e tem um perfil de risco baixo, apesar do `Brexit` .

“Sinto um apoio grande da sociedade, político, a todos os níveis, com as energias renováveis, independente de qualquer turbulência política”, afirmou.

O Governo britânico tem uma meta para atingir zero emissões líquidas de gases de efeito de estufa até 2050, tendo aberto aos projetos eólicos onshore e solares em curso a participação em leilões de CfD, que se deverão realizar a cada dois anos até 2030.