O autarca vianense afirmou ontem, no final da reunião de Câmara, que haja uma reavaliação da lei que impedia o abate dos cães no canil. José Maria Costa respondia a uma pergunta de uma jornalista que o questionava sobre os ataques sucessivos de cães vadios no concelho.

Sem solução para esta situação, o edil socialista só pedia que “a Assembleia da República ouça a Direção Geral de Veterinária e a Ordem dos Veterinários para se aconselhar com os principais interessados na qualidade de vida e bem-estar animal”.

“Nós não temos solução. Se abrirmos um novo canil para 100, dentro de três a quatro meses está completamente esgotado. Isto está a passar-se no país todo. É preciso, de uma vez por todas, que haja uma reavaliação desta legislação”, frisava José Maria Costa.

“É uma situação complexa. Vamos gerindo consoante as possibilidades que temos e os nossos meios. Enquanto não tivermos uma solução temos de defender a eutanásia dos animais. Não temos outra alternativa”, sublinhava. Adiantando que “enquanto não tivermos uma solução temos de defender a eutanásia dos animais”.

Segundo informações divulgadas pela agência Lusa, “mais de 30 cabras e ovelhas foram mortas nos últimos 15 dias em quatro freguesias do concelho de Viana do Castelo por uma matilha de cães vadios”.

Citando fonte do Comando Distrital da GNR, a agência Lusa divulga que ontem, dia 13, por volta das 11h, foi “denunciado um ataque por quatro cães vadios a um rebanho que se encontrava num terreno privado situado na União de Freguesias de Torre e Vila Mou, que resultou numa ovelha ferida”. Anteriormente já tinha havido casos em Geraz do Lima, Nogueira e em São Salvador da Torre.