A Escola Superior Agrária de Ponte de Lima acolheu uma reunião do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal (CEDI) do Alto Minho, um órgão de natureza consultiva da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), composto por cerca de seis dezenas de instituições, entidades e organizações com relevância e intervenção no domínio dos interesses intermunicipais.

A apresentação da Estratégia “Alto Minho 2030” e dos principais programas de ação e iniciativas âncora e orientações para a estruturação final do Plano Ação “Alto Minho 2030” foi o ponto dominante da ordem de trabalhos, com o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, a apresentar os traços fundamentais da Estratégia “Alto Minho 2030”. De acordo com José Maria Costa, na construção desta estratégia optou-se por um “cenário de continuidade e de atualização” da estratégia “Alto Minho 2020”, num processo que envolveu uma ampla participação dos principais atores regionais, quer numa conferência de lançamento realizada em outubro de 2018, quer nos 10 debates e workshops temáticos que lhe sucederam e que decorreram durante o ano de 2019.

Refira-se que estes 10 debates e workshop foram orientados para uma reflexão e interação mais próxima com os principais atores territoriais, nomeadamente instituições do sistema científico e tecnológico, do setor empresarial, da economia social, de organizações sociais, económicas e ambientais representativas do tecido institucional do Alto Minho, bem como representantes de serviços nacionais e regionais, num total de mais de 450 participantes, tendo como objetivo fazer um balanço do ciclo 2014-2020 e identificar perspetivas e propostas de ação no que respeita aos desafios chave para o desenvolvimento do Alto Minho no horizonte 2030.

José Maria Costa explicou que este debate público permitiu estabilizar um primeiro documento que estabelece já os principais programas de ação e iniciativas âncora (Plano de Ação Preliminar) para o território do Alto Minho, mas que terá de ser revisitado e aprofundado no contexto mais amplo de articulação com os instrumentos financeiros que se vão desenhando (Norte 2030, PRR, Portugal 2030, etc.), e, sobretudo, tendo em consideração o impacto sistémico da COVID-19. “Será seguramente necessário rever as estratégias e políticas e voltar a desenvolver novos processos de participação, auscultação e validação pública, para aprofundar e priorizar as iniciativas e os projetos que estruturam o Plano de Ação”, frisou. Neste contexto, destacou ainda a importância do contributo das cerca de 60 entidades que integram o CEDI, bem como de outras entidades e stakeholders locais e regionais, nomeadamente na leitura crítica e validação da proposta de intervenção para o Alto Minho para o próximo período de programação 2021-2027.

A reunião do CEDI do Alto Minho terminou com a intervenção do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha, que foi convidado pela CIM Alto Minho para apresentar os principais desafios e as prioridades para a região Norte e, em particular, para o Alto Minho.