A eurodeputada do PCP Sandra Pereira defendeu esta quinta-feira a necessidade de uma “nova estratégia” europeia para acelerar o processo de vacinação da população contra a Covid-19, atualmente a decorrer a um “ritmo lento” por falta de vacinas.

“A vacinação contra a Covid-19 está a decorrer a um ritmo muito lento”, afirmou à agência Lusa no final de reunião com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), em Viana do Castelo.

“Vamos reivindicar outra estratégia de vacinação. Nós não podemos estar dependentes de multinacionais farmacêuticas que põem o lucro à frente da saúde das pessoas”, referiu a eurodeputada comunista. Sandra Pereira adiantou que no Parlamento Europeu, o partido já tem levantado a questão “várias vezes”.

Sandra Pereira adiantou que o PCP “irá continuar a reivindicar o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, junto das instâncias europeias. “Sempre que vêm as recomendações específicas, por país, e nos dizem que temos despesa pública elevada na saúde é completamente errado. O que nós precisamos é, de facto, reforçar o investimento no SNS. Vamos continuar a erguer a nossa voz em defesa do SNS”, disse.

“O que nos foi dito é que, um ano depois do início da pandemia, a lista de espera para cirurgia aumentou de 3.500 para as 5.000 pessoas. Terá de haver medidas extraordinárias porque se pensarmos que os profissionais de saúde são os mesmos, eles também estão esgotados porque deram tudo pelo SNS”, observou.

Antes do encontro com a administração da ULSAM, a eurodeputada comunista reuniu-se com trabalhadores do serviço de Imagiologia, que é concessionado a uma empresa e cujo contrato termina a 31 de março. “Muitos trabalhadores já foram notificados de que o seu contrato terminará a 31 de março e que depois o hospital fará uma nova contratação, não se sabe se com a mesma empresa ou não. Os trabalhadores a recibo verde nem sequer receberam essa notificação”, avançou.

Segundo os testemunhos que recolheu dos trabalhadores, Sandra Pereira disse que “muitos fazem cerca de 200 horas por mês”. “São, portanto, altamente essenciais e necessários aos serviços, mas na verdade não são trabalhadores do hospital”, adiantou. A eurodeputada disse que abordou o assunto com a administração da ULSAM.

A responsável disse que o PCP irá “intervir, na Assembleia da República, relativamente a estes trabalhadores e tentar, junto da tutela, que esta internalização do serviço de radiologia aconteça o mais rapidamente possível”.

Desde 2004 que serviço de Imagiologia da ULSAM é concessionado, a uma empresa, por um período de três anos. A empresa é responsável pela gestão dos recursos humanos e manutenção dos equipamentos, sendo que os equipamentos e instalações são propriedade da ULSAM.

Há vários anos que aqueles profissionais “reclamam a integração nos quadros da ULSAM por serem responsáveis por todos os exames imagiológicos, ainda mais importantes, nesta altura, para o rastreio, acompanhamento e evolução dos doentes internados com Covid-19”.