A Iniciativa Liberal entende que é chegada a altura de reverter a criação da empresa Águas do Alto Minho, devolvendo a gestão da água a cada um dos municípios. As autarquias aderentes já deveriam ter percebido que são as principais responsáveis pelos constantes atropelos praticados pela Águas de Portugal na gestão da Águas do Alto Minho, uma empresa totalmente detida por capitais públicos que tem vindo a causar graves danos financeiros à já depauperada economia das famílias vianenses. Ainda estão a tempo de “emendar a mão”.

Criada com o objetivo de, alegadamente, poder ser um fator de melhor gestão e captação de fundos comunitários para incrementar um melhor serviço público essencial, a Águas do Alto Minho tem sido, no primeiro ano de atividade, um autêntico fomentador de mais desigualdade, numa altura em que Portugal enfrenta precisamente a maior crise sanitária de sempre. Durante este ano de existência a ADAM brindou os seus clientes com contas astronómicas, erros admitidos em mais de 10 mil faturas, localidades sem abastecimento de água dias a fio, a demissão da anterior Administradora Executiva e, mais recentemente, a “amarelinha”, uma fatura disfarçada de acerto de consumo que ninguém consegue perceber.

Aquando da sua fundação em 2019, a Águas de Portugal e as 7 autarquias envolvidas (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira) afirmavam que a ADAM tinha por finalidade um “serviço mais fiável, eficaz e de qualidade, através de uma gestão eficiente”, só que na prática tem-se revelado como um verdadeiro puzzle indecifrável por parte dos consumidores.

Para a Iniciativa Liberal, as várias dúvidas relacionadas com a forma como as autarquias e a Águas de Portugal têm concretizado a passagem da gestão da água das mãos dos municípios para uma empresa detida pela Parpública e pela Caixa Geral de Depósitos, só encontra justificação na necessidade de baralhar os vianenses. As constantes trapalhadas têm agora reflexo num suposto “acerto de contas” que, em muitos casos, se traduz num aumento exponencial dos escalões de consumo sem qualquer explicação e enquadramento legal e sem um verdadeiro esclarecimento sobre os culpados nos problemas de faturação que a ADAM teve no primeiro ano de atividade.

Recorde-se que a ADAM foi criada com o intuito de “fornecer mais de 9 milhões de m3 de água potável por ano a cerca de 100 mil clientes e recolher e tratar mais de 6 milhões de m3 de água residual por ano produzida por cerca de 70 mil clientes” e com o objetivo de “prestar um serviço mais fiável, eficaz e de qualidade”, objetivo que nunca foi cumprido.