Autarca acusa os nove moradores, que permanecem no Prédio Coutinho, de estarem a prejudicar a cidade e adianta: “vamos querer ser ressarcidos disto”. José Maria Costa respondia à posição apresentada pelos vereadores do PSD na última reunião de Câmara Antes da Ordem do Dia.

Paula Cristina Veiga lia a posição do PSD, começando por se distanciar da posição da VianaPolis. “Relativamente ao Edifício Jardim, que recentemente foi mais uma vez notícia a nível local, com impacto nacional pela gravidade dos factos ocorridos, questionamos quais os fundamentos da decisão tomada que privou os ainda moradores das condições básicas de subsistência e de dignidade humana, originando uma onda de consternação e indignação global, mesmo a nível nacional. Como muitos, estamos certos de que existem outros mecanismos coercivos legais menos lesivos à dignidade humana. Num estado de direito democrático estes tipos de situações não podem ocorrer”, explicou.

O autarca socialista recordou as várias sentenças do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, do Supremo Tribunal e do Constitucional, que deram razão à VianaPolis dizia mesmo que “as pessoas que estão lá, estão a cometer um crime”. José Maria Costa acrescentava: “Estão a boicotar a justiça. À sociedade VianaPolis pedem-nos que colaboremos com a justiça (…) e vamos avançar com todos os custos para que as pessoas paguem”. O autarca apontou que desde 2016 os valores em causa já “ultrapassam meio milhão de euros”.

“Estas pessoas estão a prejudicar a cidade, o comércio e vamos querer ser ressarcidos disto. Isto é inadmissível num estado de direito”, apontava José Maria Costa. Adiantando também que “o município, ia construir o mercado municipal com verbas comunitárias, perdeu o financiamento no quadro anterior. Vamos apurar todos os custos para o interesse público. Há uma questão muito clara, o interesse público não pode estar sujeito ao interesse de meia dúzia de privados. O que está a acontecer é uma ocupação criminosa daquilo que é propriedade pública e que é de todos nós”.

Na manhã dessa quinta-feira, um camião-grua estava posicionado junto ao prédio Coutinho a retirar mobiliário, pela janela, da fração de José Santos. O antigo comandante da Polícia de Segurança Pública dizia que estava a retirar móveis da habitação e aguardava a decisão do tribunal.