De 25 de setembro a 22 de novembro o Museu de Artes Decorativos acolhe a exposição “Matt Mullican e Rui Chafes na Coleção de Serralves”. Numa organização da Fundação Serralves e Câmara Municipal de Viana do Castelo, a mostra reúne obras do artista português Rui Chafes (Lisboa, 1966) e do norte-americano Matt Mullican (Santa Mónica, 1951), dois nomes que ocupam um lugar fundamental no panorama artístico contemporâneo e na história da Coleção de Serralves.

Rui Chafes nasceu em Lisboa em 1966. Formado em Escultura na Escola de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1984-1989), é na Alemanha, onde frequenta a Kunstakademie (Dusseldorf), que desenvolve o seu interesse pela língua e cultura germânicas e o gosto pelo Romantismo. Começa a expor individualmente em 1986, apresentando neste período instalações compostas por materiais variados. A busca pelo depuramento formal levam-no a conceber, em 1989, as primeiras esculturas em ferro pintado de negro, opção que iria marcar o seu percurso disciplinar enquanto escultor.

A sua obra é marcada pelas referências mais ou menos subtis às temáticas e estética do romantismo alemão, pautando-se por uma contínua interrogação sobre o ato de fazer e pensar a arte e sobre o próprio objecto artístico. As suas pesquisas centram-se na intensa relação entre razão e emoção, no questionamento da dicotomia ausência / presença do corpo e na reflexão acerca do lugar da escultura e das inter-relações entre obra, espaço e observador, do que resultam trabalhos marcados por uma forte componente orgânica e solidez formal.

A par da conceção de uma obra escultórica profusa, Rui Chafes dedica-se ainda ao desenho, meio através do qual desenvolve formal e conceptualmente as questões que aborda na escultura.

Já Matt Mullican é um artista plástico norte-americano, nascido em 1951, em Santa Mónica, Califórnia. Matt Mullican teve a sua primeira exposição em 1974 no Californian Institute of Arts, onde também estudou, terminando o curso nesse ano.

Matt Mullican desenvolveu, no decurso da sua carreira artística, um trabalho que tem por objetivo representar uma visão particular do mundo. O seu mundo é um contínuo desafio à relação com a realidade percecionada, desmontando preconceitos de imediatez de visão por contraposição a um jogo permanente entre o objetivo e o subjetivo.