Amanhã, quarta-feira, dia 13 de janeiro, serão anunciadas as regras do novo confinamento, que deverá entrar em vigor no dia seguinte.

António Costa falou, há minutos, após a reunião no Infarmed, e explicou que “é essencial adotarmos medidas”. Estas “terão um horizonte de um mês e serão muito semelhantes àquelas adotadas no início da pandemia, em março e abril”.

O primeiro-ministro acrescentou que “todos os especialistas foram convergentes relativamente às crianças mais pequenas até aos 12 anos. Nada justifica o encerramento das escolas. A dúvida está na faixa intermédia e aí as divergências foram muito grandes”.

O encerramento das escolas é onde há mais dúvidas. Contudo, o primeiro-ministro adiantou que as divergências em relação às escolas prendem-se “não no funcionamento da escola em si, mas por ser mais um fator de acréscimo da movimentação”, explicando que “dessa movimentação resulta naturalmente um maior risco de transmissão”.

António Costa pede que seja mantida “uma disciplina muito grande” nesta fase. “Não é pelo facto de já haver vacina que estamos protegidos”, alerta.

O primeiro-ministro alertou ainda que vivemos um dos períodos mais frios do ano, o que acarreta mais riscos em termos de gripe, e ainda quanto às incertezas sobre a nova estirpe do Reino Unido, que “implica toda a cautela”.