A proposta de Orçamento de Estado para 2021 foi aprovado na Assembleia da República com os votos a favor do PS e as abstenções do PCP, PEV, PAN e das deputadas não inscritas Cristiana Rodrigues e Joacine Katar Moreira. Bloco de Esquerda, PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal votaram contra.

“O surgimento da Covid-19 lançou o mundo numa crise de saúde pública e numa crise económica e social sem precedentes”, referia o ministro das Finanças. João Leão manifestava que “depois de um crescimento de 2,2 por cento em 2019” a economia portuguesa no final deste ano deverá contrair “8,5 por cento”.

A transferência de 476 milhões de euros para o Novo Banco era uma das medidas do Orçamento, mas foi rejeitado pelo Parlamento. João Leão acusa o PSD de “obrigar o Estado a entrar em incumprimento”.

No final da votação, o primeiro-ministro adiantou aos jornalistas que “o quadro é muito duro, mas hoje saímos da Assembleia da República com um novo instrumento importante”.

Quanto à reprovação de nova transferência para o Novo Banco, carimbada por PSD e Bloco de Esquerda, António Costa não poupou nas críticas, lamentando que “partidos tenham desertado ou não tenham resistido à tentação populista”, depois de ter agradecido às formações políticas que viabilizaram o Orçamento do Estado para o próximo ano.

Pouco depois, o líder do PSD, Rui Rio, remeteu ao Governo dúvidas sobre o Novo Banco, nomeadamente se a instituição está a cumprir a sua parte do contrato.