A conferência final do projeto transfronteiriço ARIEM+ aconteceu na última sexta-feira. Um dos objetivos daquele projeto era a definição de um plano transfronteiriço de emergências.

Cofinanciado pelo INTERREG VA Espanha-Portugal 2014-2020, este projeto visou a definição de um plano territorial de emergências transfronteiriças e a criação de uma rede unificada de gestão operacional de recursos humanos e materiais em situações de risco, de forma a permitirem, em conjunto, melhorar a gestão e a coordenação efetiva nas áreas de salvamento e emergência.
Na sessão de abertura, foi dada ênfase à cooperação, articulação e medidas de gestão conjunta na área transfronteiriça como “fator imprescindível” para a redução de riscos, tendo sido salientada a importância na preparação prévia dos meios e recursos, de acordo com as diferentes tipologias de risco.
O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Esteves, em representação da CIM Alto Minho, considerou fundamental que “Portugal e Espanha possam potenciar mais e melhor a posição estratégica deste território transfronteiriço”, que abrange a NUTS III do Alto Minho e a Comunidade Autónoma da Galiza.
Refira-se que, no âmbito deste projeto transfronteiriço, foi possível à CIM Alto Minho adquirir kits para operações de resgate e salvamento, nomeadamente para as corporações de bombeiros voluntários de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Viana do Castelo e Vila Praia de Ancora; kits para intervenção em derrames de matérias perigosas para as corporações de bombeiros voluntários de Viana do Castelo (sapadores), Ponte de Lima, Valença e Vila Nova de Cerveira; e kits de monitorização e seguimento de fogo tático (um por município).
Por outro lado, organizaram-se diversas ações de capacitação no âmbito da proteção e socorro, dinamizadas pela Escola Nacional de Bombeiros; ações piloto de uso de fogo controlado/ fogo de supressão para a prevenção e combate dos incêndios florestais; assim como, em novembro de 2019, o seminário transfronteiriço FIRECAMP 2019.