Hoje de manhã, a Câmara Municipal de Viana do Castelo foi confrontada com populares que abraçaram os plátanos da Avenida do Cabedelo impedindo o derrube dos mesmos. A Associação de Moradores do Cabedelo, e segundo a agência Lusa, acionou um “embargo extrajudicial de obra” para travar o abate.

Contudo, as máquinas de derrube apenas foram afastadas depois de populares abraçarem uma das árvores. Eram 10h18.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da associação de moradores, Mariana Rocha Neves, explicou que o embargo extrajudicial de obra é uma figura jurídica “que permite a paragem imediata da obra para que, num prazo de cinco dias, o processo judicial seja formalizado”.

Na sexta-feira, a Câmara de Viana do Castelo anunciou que a última fase da empreitada de três milhões de euros que visa melhorar o acesso ao porto de mar de Viana do Castelo começava hoje com a construção de uma rotunda.

Em comunicado, a autarquia disse que para “minimizar o impacto negativo” do derrube dos plátanos iriam investir 30 mil euros na plantação de 200 árvores resinosas e folhosas autóctones com grande capacidade de reserva de carbono, como é o caso do pinheiro-bravo e do sobreiro, nos próximos dois anos em várias áreas do Cabedelo.

Foto: Facebook Olhar Viana