Carlos Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), foi convidado para integrar o Conselho Geral da AEMinho pelo novo líder daquela Instituição, Ricardo Costa.

Após uma reunião de trabalho, o presidente do IPVC enalteceu que o Instituto “tem todo o interesse em trabalhar com as empresas e as instituições da região”, por isso integrar os órgãos sociais da AEMinho assume-se também como importante para “auscultar, para agilizar e alinhar uma parte importante da ação do Politécnico direcionada para a formação de jovens e para a reconversão dos ativos das próprias empresas”.

Carlos Rodrigues garantiu que “há espaço para trabalhar com benefícios mútuos” quer para as empresas, quer para o IPVC. “Ao estarmos a ajudar as empresas estamos a cumprir a nossa missão, por isso, temos muito caminho para fazermos juntos”, assegurou o presidente. Este trabalho vai ao encontro da linha orientadora do IPVC com a criação dos novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), mostrando-se disponível para criar novas formações mediante a necessidade das empresas. “Havendo necessidade, e tendo nós competências em muitas áreas, podemos definir perfis e criar mais um CTeSP ou uma pós-graduação de curta duração, até porque este tipo de formação tem características próprias”, sublinhou.

O presidente da AEMinho apontou que a cocriação entre ensino superior, centros de investigação e empresas é “fundamental” para os desafios que se avizinham. “Sabemos que temos várias metas ao nível da transição energética e descarbonização, mas também ao nível da transição digital, que é um desafio enorme que se coloca às empresas. Aqui a investigação e o conhecimento são fundamentais para que as empresas possam ultrapassar com sucesso esses desafios”, admitiu Ricardo Costa.

O Conselho Geral da AEMinho reúne todas as forças vivas da região e o presidente do IPVC passa a integrar este órgão de consultoria estratégica da direção desta nova associação. “Este conselho irá ajudar a definir o melhor rumo para, em conjunto, encontrar a melhor forma e vencer os desafios dos próximos anos”, explicou.

Oficializada em finais de maio, a AEMinho surgiu da necessidade de promover e defender a iniciativa empresarial como vetor essencial do desenvolvimento económico, social e cultural da região do Minho, reforçando a sua competitividade e resiliência.

Com objetivos estratégicos que passam pela participação ativa em todas as iniciativas de desenvolvimento da atividade empresarial na região, a AEMinho reúne um painel de empresários envolvidos na promoção de várias áreas, com destaque para a Tecnologia (da eletrónica à segurança), Ambiente (da Água e Energia à Floresta), Equipamentos (Metalomecânica), Construção, Moda (do Têxtil ao Calçado), Turismo (da hotelaria à restauração), Automóvel, Energia e Agroalimentar.

A colaboração com instituições de ensino e de investigação da região, assim como a contribuição ativa para a captação e fixação de talentos na região são também pilares relevantes da nova associação.