Ontem, dia 15 de abril, a Assembleia da República votou e rejeitou os projetos de reversão do contrato com a Águas do Alto Minho (AdAM). As propostas eram do PCP e do Bloco de Esquerda, mas foram rejeitadas pelo plenário.

O deputado Eduardo Teixeira, PSD, não seguiu a linha de votação do partido, votando a favor das propostas, que pediam a remunicipalização dos serviços prestados pelas Águas do Alto Minho.

As propostas tiveram o voto contra do PS, abstenção do PSD, do CDS-PP, do PAN, do Chega e da IL, e acabaram reprovadas no parlamento.

Tal como Eduardo Teixeira também o deputado socialista, José Manuel carpinteira votou favoravelmente. As outras deputadas socialistas, Anabela Rodrigues e Sílvia Torres, seguiram as orientações do partido e abstiveram-se.

Desde a sua constituição, a AdAM tem sido contestada pela população, não só pelos valores elevados, mas também por erros na faturação. Para o dia 25 de abril está agendada uma nova manifestação nos sete concelhos do distrito, que integram a nova empresa.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.