os quatro promotores bancários de Viana e Ponte de Lima detidos na última quarta-feira vão aguardar o julgamento em liberdade pagando uma caução de cinco mil euros, cada um.

A medida foi hoje, dia 07 de junho, aplicada pelo Tribunal Judicial de Viana do Castelo, onde começaram, ontem, a ser ouvidos. Em declarações à agência Lusa, Gonçalo Morais da Fonte, advogado de um dos arguidos disse que o juiz aplicou ainda a proibição de contactos e de proibição da prática da atividade bancária. Os promotores bancários ficam proibidos “de contacto entre si e de exercício da atividade bancária”.

Fonte judicial adiantou à Lusa que, dos quatro arguidos, “apenas um prestou declarações ao juiz, sendo que a meio do interrogatório decidiu remeter-se ao silêncio”.

Aquela fonte acrescentou que, “na quinta-feira, na sequência da detenção dos quatro homens”, pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, “foram apresentadas algumas dezenas de queixas de clientes lesados”.

Na quinta-feira, em conferência de imprensa, o coordenador da PJ de Braga, António Gomes, disse que os quatro promotores bancários, com idades entre os 37 e os 55 anos, poderão ter prejudicado cerca de 80 clientes, provocando um prejuízo de vários milhões de euros.

Segundo António Gomes, até ao momento já foram identificadas oito vítimas, ascendendo o prejuízo a mais de 1,6 milhões de euros.

“Mas o número de lesados pode atingir os 80”, referiu o responsável, aludindo à consequente “multiplicação” dos prejuízos.

Aquelas quatro pessoas foram detidas na quarta-feira, no distrito de Viana do Castelo, por suspeitas de autoria de crimes de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

Em comunicado, a PJ adiantou que os quatro detidos desenvolveram durante anos, na zona do distrito de Viana do Castelo, “atividade de promoção bancária, a coberto da qual terão praticado os crimes”.