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A rede transatlântica de áreas protegidas marinhas reuniu esta semana em Viana do Castelo, num encontro que hoje termina. O encontro teve como objetivo promover e consolidar parcerias transatlânticas mais amplas, centradas num novo conceito abrangente de Atlanticismo que envolve a África e a América do Sul, bem como a Europa e a América do Norte.

O encontro realizado e promovido pela Comissão Europeia permitiu reunir 25 gestores das zonas marinhas protegidas (ZMP) de países e territórios-fronteira ao Oceano Atlântico, juntando ambos os lados do Atlântico em projetos de geminação, nomeadamente: Cabo Verde, Brasil, Portugal, México, Estados Unidos da América, Espanha, França, Bermudas, Guadalupe (França), Gabão, Bélgica e Islândia. Destina-se a estimular o intercâmbio e a partilha das melhores práticas para melhorar a gestão efetiva dos ZMP nas zonas costeiras e offshore do Atlântico.

O encontro permitiu igualmente reforçar os compromissos assumidos pela União Europeia (EU), nomeadamente no combate à perda de biodiversidade global, na adaptação às alterações climáticas e em resposta às políticas internas da UE em matéria de ambiente, cooperação regional e dimensão marítima.

As ZMP constituem uma ferramenta importante para gerir e melhorar os ecossistemas marinhos, promovendo as atividades humanas sustentáveis e por isso compatíveis com os objetivos de conservação.

Importante notar que Viana do Castelo é o único concelho do país que tem concluído o inventário e classificação dos locais de valor científico para a natureza – 3 Sítios de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 (áreas de valor científico da biodiversidade) e 13 Monumentos Naturais (áreas de valor científico da geodiversidade e arqueossítios), e também o único concelho do país com um corpo de docentes capacitado para a promoção curricular destes espaços naturais e culturais enquanto vetores para a promoção de uma aprendizagem mais efetiva e identitária por parte dos nossos alunos.

Estas linhas estratégicas em desenvolvimento, inscritas na Agendas de Ambiente e Biodiversidade, de Inovação e de Ciência e Conhecimento (quadriénio 2017-2021) permitiram o estabelecimento de um grupo de trabalho tendo em vista o estreitamento e futuras colaborações na promoção de boas práticas em Conservação da Natureza, entre o Município, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o Parc Naturel Marin D’Irose (França).