Ontem, dia 10 de setembro, na Biblioteca Municipal de Monção foi feito o balanço do projeto “Sente a História”. A iniciativa foi dinamizada nos 10 concelhos do distrito e representou um investimento de 314 mil euros.

Foram 30 concertos promovidos desde Viana a Melgaço, passando por 30 locais daquele território. O promotor da iniciativa foi David Martins, que ontem fez um balanço positivo.

Com recurso ao vídeo, foram apresentados os resultados alcançados nesta iniciativa cultural, destacando-se a programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), as ações de capacitação nos vários municípios, bem como o impacto cultural e económico que trouxe à região.

O programa implicou um investimento de 314 mil euros, sendo que 82% desse valor (273 mil euros), foi aplicado no distrito de Viana do Castelo através da contratação de músicos e empresas da região. Um dado interessante acompanhado por outro igualmente relevante para a promoção cultural da região: transmissão de competências artísticas e criação de novos talentos.

Presente na conferência de imprensa, o autarca monçanense, António Barbosa, realçou o papel de rejuvenescimento artístico associado ao programa e a sua importância enquanto elemento potenciador e dinamizador do território tanto na vertente cultural e patrimonial como turística. “Quem nos visita procura uma simbiose ente o património, as pessoas e as histórias de cada território. Este programa contribuiu para garantirmos essa oferta” acentuou.

Por sua vez, o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, sublinhou a articulação entre todas as entidades envolvidas no projeto, a capacitação de jovens músicos, fomentando o aparecimento de novos talentos, e o legado que deixa para o futuro com a introdução de práticas de aprendizagem diferenciadoras e a criação de novas composições musicais.

Refira-se que o projeto “Sente a História” contemplou ainda visitas guiadas aos locais dos espetáculos, valorizando os tesouros patrimoniais do Alto Minho ao proporcionar um contacto aberto entre as pessoas e os monumentos que marcam a história da nossa região.