Ontem, dia 06 de dezembro de 2021, o palco do Teatro Sá de Miranda recebeu a estreia da 144.ª peça do Teatro do Noroeste-Centro Dramático de Viana. Nesse dia iniciaram as comemorações dos “30 anos de futuro”, que se vão prolongar até 2022 e que contará com uma programação variada. A peça “Hantígona” vai estar em cena até 18 de dezembro.

O diretor artístico agradecia à tutela do Ministério da Cultura e à Direção Geral das Artes o apoio dado à companhia após um longo período sem essa ajuda. Ricardo Simões falava para o diretor geral, Américo Rodrigues, presente na sala. Aquele responsável dava conta que o Teatro do Noroeste conta com 18 profissionais a tempo inteiro e com “contrato de trabalho com direitos”.

“Com esta estreia, o Teatro do Noroeste faz 30 anos de criação artística ininterrupta e de criação de públicos no Alto Minho”, manifestava o diretor artístico. Ricardo Simões falava que os “públicos são o verdadeiro cimento deste projeto cultural” depois da abertura da Companhia e do edifício do Teatro Sá de Miranda a todos, que se conseguiu “uma sólida aliança entre públicos”.

“São 30 anos de teatro profissional no Teatro Sá de Miranda”, referia Raquel Amorim. Um dos elementos da direção do Teatro do Noroeste-Centro Dramático de Viana falava de “algumas alegrias”, mas também de “algumas tristezas, lutas, contradições, inquietações, conquistas. Trinta anos de vida. E estes 30 anos merecem a palavra que disse há pouco, gratidão”. A diretora lembrava o incentivo do público vianense, que “nunca nos deixou desistir”.

O diretor da Direção Geral das Artes dava os parabéns à companhia e expressava que “gostei da ideia do teatro a construir o futuro”. Américo Rodrigues sublinhava que “nós na Direção Geral estamos a dar um pequeno contributo para que o futuro das artes seja mais risonho”. Adiantando que “o mais importante é o trabalho que o Teatro do Noroeste faz numa terra como Viana do Castelo e naquilo que chama de acesso democrático à cultura. São companhias como o Teatro do Noroeste que criam aquilo a que chamamos de democracia cultural, não vos tratam apenas como espetadores, mas também como co criadores, como participantes nos processos criativos”.

O autarca vianense agradecia a todos os diretores do Teatro do Noroeste e a todos os que ajudaram a cumprir 30 anos de teatro. “Esta é uma história rica e preenchida”, salienta Luís Nobre, que falava da “importância de uma cidade ter uma companhia residente”, porque “estamos a construir cidadania e identidade cultural”.