Os trabalhadores portugueses, que cruzam a fronteira com a Galiza para trabalhar só tem de registar-se uma vez no Serviço Galego de Saúde, no site https://coronavirus.sergas.gal/viaxeiros/. Os visitantes, que fiquem mais de 24 horas tem de informar as autoridades de saúde.

Os visitantes para um dia não precisam de fazer o registo, mas aqueles que vão permanecer mais de 24 horas deverão fazê-lo. A medida foi anunciada esta semana.

O presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, explicou na quarta-feira que os responsáveis pela pasta da Saúde galega vão reunir-se com o Secretário de Estado da Saúde espanhol para identificar as zonas de Portugal de maior risco e impor limites.

A resolução de 27 de julho de 2020 da Conselleria de Sanidad da Galiza publicada no Diário Oficial da Galiza e no site institucional da Junta da Galiza dizia que “todos os viajantes, de todas as nacionalidades, provenientes de Portugal e tendo como destino a Galiza, devem comunicar os seus dados pessoais e local de residência no prazo de 24 horas após a sua chegada, através do preenchimento do formulário disponível no endereço https://coronavirus.sergas.gal/viaxeiros/ ou contactando o número de telefone 881002021″.

Esta media provocou o descontentamento de alguns autarcas, nomeadamente da raia minhota. O presidente de Vila Nova de Cerveira apelou ao “bom senso” das autoridades portuguesas e espanholas. “Neste momento, os 10 concelhos que compõem o Alto Minho não registam uma situação pandémica grave que justifique esta medida, diria que discriminatória”.

O jornal “La Voz de Galicia” diz que os galegos que cruzam a fronteira para Portugal fazem o registo naquele site. Na quarta-feira foram muitos os que vieram à feira de Valença e garantiam que faziam o registo.

Ainda com poucos caminheiros, o Caminho Português da Costa já é trilhado por aventureiros, que garantem proceder ao registo prévio no site do Serviço Galego de Saúde.