Um estudo revelado ontem aponta que o trabalho presencial e a frequência de ginásios aumenta o risco de contágio do novo coronavírus. O estudo realizou-se na área de Lisboa e foi conduzido por Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

Ontem, durante a reunião do Governo com especialistas, aquele estudo foi apresentado e o responsável explica que “frequentar ginásios, trabalhar presencialmente ou habitar em alojamentos lotados parecem estar associados com probabilidade acrescida de infeção”.

Segundo os dados do estudo, do total de 782 pessoas, 234 recusaram-se a responder. “Quase 50% [dos infetados] têm o Ensino Superior” e “uma grande maioria disse que ia ao ginásio pelo menos uma vez por semana”, ou seja 96,5%.

“Os ginásios surgem como cenários onde são mais frequentes a exposição à infeção”, revelou Henrique de Barros. Acrescentando que os transportes públicos aparecem “em menor escala”.