A Unidade de Retaguarda instalada no Centro Cultural de Viana do Castelo está preparada para receber 30 doentes covid. Durante a visita, que aconteceu, há momentos, do secretário de Estado Coordenador da pandemia na região Norte, o presidente da  Comissão Distrital de Proteção Civil do Distrito de Viana do Castelo anunciou que o espaço está preparado “para receber a partir deste momento” doentes.

“Este é um espaço muito importante, porque vem dar resposta ao que se passa no Alto Minho”, referia Miguel Alves,  que apontava o aumento de casos no distrito de Viana do Castelo como “preocupante”.  O também autarca de Caminha explicava que “só durante o mês de novembro, e ainda não chegamos ao final, tivemos mais casos do que tínhamos tido até ao final do mês de outubro e o mês de outubro já tinha sido um mês difícil, por isso nós tínhamos de encontrar respostas”. Miguel Alves adiantava que no mês de outubro a média de novos casos por dia era de “28 casos por dia”, em novembro temos “85 casos por dia”.

Na enfermaria covid da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) estavam hoje, dia 26 de novembro, disponíveis apenas quatro camas. O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo anunciava que também nos Cuidados Intensivos existiam 25 camas, mas apenas três estavam disponíveis. “Este era o momento [para abertura da Unidade de Retaguarda]”.

“Esta é uma resposta complementar aos acordos que existem quer com a União das Misericórdias, quer com alguns privados”, afirmava o secretário de Estado Coordenador da pandemia na região Norte. Eduardo Pinheiro manifestava que “este é um equipamento social, que tem todas as respostas do ponto de vista profissional da saúde e resulta de um protocolo envolvendo três Ministérios, o da Segurança Social, o da Saúde  e da Administração Interna”.

O espaço está equipado com camas, em boxe, para “garantir a privacidade dos utentes”, zonas de vestiários para profissionais de saúde, áreas de refeitório e balneários. Os circuitos já estão delimitados e poderá entrar em funcionamento no imediato. “Abriu no momento certo”, referiu o secretário de Estado. Adiantando que “o mais importante são os recursos humanos, que só foram convocados no momento que foram precisos”.