A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) disse hoje, à Lusa, que a capacidade do hospital de Santa Luzia está “estável”, após a transferência de oito doentes para a unidade de retaguarda de Viana do Castelo, instalada no Centro Cultural, e que abriu na última quinta-feira.

“A capacidade está estável. Já esteve pior. Hoje de manhã, a situação estava bem, mas a evolução da doença é sempre imprevisível. Nesta altura, há vagas quer na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), quer na enfermaria destinada aos doentes covid”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da ULSAM. Franklim Ramos referiu a importância da abertura da Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR), na semana passada.

“As transferências de doentes para a EAR estão a ajudar-nos porque estão a libertar camas. Deixam-nos mais confortáveis, com uma reserva de camas para podermos trabalhar melhor, e sem necessidade de abrir mais camas [para doentes infetados pelo novo coronavírus]”, explicou Franklim Ramos.

Segundo o responsável, os doentes transferidos para aquela estrutura “apresentam condições para ter alta hospitalar”. “Em circunstâncias normais, já estariam em casa, caso tivessem apoio familiar ou outro apoio social”, considerou.

O presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, adiantou que os primeiros cinco doentes foram internados no sábado, sendo que hoje a EAR acolhe oito pessoas.

Na quinta-feira, na abertura daquele espaço, Miguel Alves adiantou que a EAR tem 30 camas preparadas, mas pode crescer até às 120 camas.

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, de catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha.