As áreas destinadas ao tratamento de doentes com covid-19 na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) apresentam esta segunda-feira, dia 23 de novembro, uma taxa de ocupação de 95%.

“Hoje, às 10h, a nossa lotação estava a cerca de 95%. A Unidade Cuidados Intensivos (UCI) tem atualmente 25 camas e tinha disponíveis, a essa hora, quatro camas. Também temos disponibilidade na enfermaria geral [30 camas], mas são números que, de um momento para o outro, se alteram”, disse à Lusa o presidente do conselho de administração.

Franklim Ramos acrescentou que “a situação de pandemia não nos permite responder de forma estática, pois as situações adequam-se a realidade do momento”.

O presidente do Conselho de Administração da ULSAM destacou também que a unidade local “faz parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo que trabalha em rede e, nesse sentido, sempre que solicitado pode receber pacientes de outras unidades”. “Estamos a receber doentes de outros hospitais do SNS, tal como acontecerá se viermos a precisar de transferir doentes”, adiantou.

Segundo o responsável, “nos últimos dez a 15 dias”, a ULSAM tem vindo a “receber, em média, dez doentes por dia”.

“A gestão das camas tem de ser feita à medida das necessidades. Criando mais camas, é preciso empenhar recursos humanos. Não vou criar camas, empenhar recursos sem ter doentes. É uma avaliação que faz três vezes por dia e que vai sendo reforçada, ou não, conforme a evolução da doença”, sustentou.

Questionado sobre surtos de Covid-19 entre os profissionais, Franklim Ramos disse têm surgido, mas “sem colocar em risco” o funcionamento da ULSAM. “Temos tido surtos entre profissionais, mas não tem colocado em perigo o funcionamento da organização em nenhum setor. Nunca tivemos esse problema. Nem nos obrigou a fechar nenhum serviço. Tivemos várias vezes de transitar doentes de um lado para outro, mas é um procedimento interno, normal”, especificou.

O responsável admitiu que os surtos de Covid-19 dificultam a gestão dos profissionais. “O difícil é gerir recursos humanos. É fundamental evitar o desgaste e evitar que haja falhas de profissionais para garantir a assistência aos doentes”, observou.

Nas várias estruturas da ULSAM trabalham mais de 2500 profissionais, entre eles cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

Foto: Arquivo