Viana do Castelo inaugurou, a 11 de maio, o pólo artístico da 3ª edição da Bienal Internacional de Arte Gaia no Estação Viana Shopping, acolhendo obras de mais de 50 criadores que constam do total de 500 artistas de 14 nacionalidades para viver a arte em Vila Nova de Gaia e em oito outras cidades espalhadas por Portugal e Espanha.

 

Com direcção a cargo de Agostinho Santos, a maior Bienal de Arte do País revela-se ao longo de 2.600m2 de área de exposição na antiga Companhia de Fiação de Crestuma e estende-se a outras cidades do Norte como Viana do Castelo (Estação Viana Shopping), Monção (Galeria do Cine-Teatro João Verde), Braga (Casa dos Crivos) ou Vigo (Espaço Apo’strophe.arte), recrutando nomes conhecidos e talentos emergentes para uma “Bienal de Causas”.

 

Com o apoio do Centro Cultural do Alto-Minho, o Pólo de Viana do Castelo apresenta uma mostra com curadoria da responsabilidade de Luísa Quintela, que se debruçou sobre os trabalhos de 55 artistas e que leva até um espaço de consumo a subtileza das interpretações em diversas temáticas e diferentes técnicas. Em simultâneo, Vila Nova de Gaia envolve a comunidade numa aproximação a diferentes conceitos e a uma nova abordagem dos assuntos contemporâneos, homenageando ainda Zulmiro de Carvalho numa exposição antológica com curadoria de Helena Fortunato.

 

Temas como “Mulheres e Cidadania” (curadoria de Manuela Aguiar e Luísa Prior), “Paz e refugiados” (curadoria de Ilda Figueiredo e Mirene), “Territórios do Vinho” (curadoria de Manuel Novaes Cabral) ou “Livre Mente” (curadoria de Sérgio Almeida) desafiam ao debate na esfera comum em exposições que se juntam a  “Artistas Convidados”, na qual Agostinho Santos reúne obras de cerca de 70 autores, da mostra “Mecenato=1 Colecção=2 Artistas”, em que José Rosinhas agrega obras de vários colecionadores, “Pares – com curadoria de Norberto Rego e Rui Ferro para apresentar pares de artistas -, “Na sombra do Infinito” (curadoria de Albuquerque Mendes), “Mínimo, Máximo e Assim assim” (curadoria de Fátima Lambert), “Sub(Missão) (curadoria de Filipe Rodrigues) ou “Museu de Causas – Colecções Agostinho Santos” (curadoria de Humberto Nelson),

A Bienal apresenta ainda uma exposição individual de pintura – “Desempacotar a Cultura”, na qual Do Carmo Vieira esboça rostos da literatura portuguesa a partir de pacotes de leite vazios como obra-prima da criação. Paralelamente, somam-se outras iniciativas como rótulos artísticos em garrafas de vinho (Colecção Especial Santa Marta) ou em garrafas de água (Colecção Especial Águas de Gaia) que levam até à comunidade a arte criada pela e para a cidade.

A corrente cultural criada pelos Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural abrange oito pólos situados em várias cidades como Alfândega da Fé, Braga, Estremoz, Gondomar, Monção, Seia e Viana do Castelo chegando, pela primeira vez a Espanha, e envolvendo Vigo na dinâmica criativa que se mostra ao longo de três meses de exposição, dando voz à arte local que celebra artistas consagrados e talentos emergentes.

Com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, a terceira edição da Bienal Internacional de Arte Gaia integra ainda a exposição decorrente do Concurso Internacional que contou com 222 artistas de 13 nacionalidades, dos quais foram selecionados 89 candidatos ao Grande Prémio da Bienal, ao Prémio de Escultura Zulmiro de Carvalho e ao Prémio Águas de Gaia.