Cada vianense recicla 69 quilos de lixo por ano. Este número foi avançado pelo administrador da Resulima, em plena Assembleia Municipal, de 28 de fevereiro. Rui Silva e o presidente do Conselho de Administração apresentaram o balanço de duas décadas do aterro de Vila Fria e perspetivaram o de Paradela, Barcelos, que se prevê ser inaugurado em 2021.

O administrador lembrou que em 2000, cada vianense reciclava 14 quilos e a média nacional é de 45 quilos. Rui Silva garantiu, no entanto, a necessidade de apostar na recolha seletiva de orgânicos. “A recolha seletiva de orgânicos representa 8%. O grande esforço passa por aqui”. Lembrando que “até meados do próximo ano teremos a unidade de Paradela a processar os resíduos”. Com a mudança de espaço, a Resulima irá contratar mais pessoas. “Iremos dar um salto gigantesco”, conclui.

O presidente do Conselho de Administração anunciou um investimento de 30 milhões. Miguel Lisboa explicou que parte daquele valor será feito no aterro de Paradela. “Mais do que um aterro, faremos uma grande unidade de receção e valorização. Vai ter uma grande triagem de plástico e papel, com uma central automatizada”.

Aquele responsável falava de “investimentos muito significativos” para atingir as metas 2030/2035. “O nosso objetivo é garantir que a sustentabilidade do nosso país e que os nossos filhos e netos tenham condições para viverem felizes e saudáveis neste país”. Miguel Lisboa falava do objetivo de “reduzir a deposição em aterro”. Lembrando que a meta para 2035 é de apenas 10%. “o nosso objetivo é tratar os resíduos indiferenciados. E em Paradela iremos ter capacidade para tratar esses indiferenciados”.

O autarca vianense falava da “cooperação” entre os seis Municípios, que integram a Resulima. “Nós demos um salto civilizacional. Portugal deu um salto qualitativo na área do ambiente. Agora vamos dar um salto qualitativo, com um novo modelo de gestão de resíduos”, expressava José Maria Costa.