Pedimos providencias
Chamamos a attenção da auctoridade competente para o abuso que um quidam estrangeiro está praticando por essa cidade, annunciando curativos, vendendo remedios, fazendo operações pelas ruas e praças, etc., etc.
Sentado no logar mais elevado de uma diligencia, fazendo-se annunciar por toques de corneta, aquelle curandeiro reune o povo ignorante em volta do carro em que vae, e alli começa a vender das suas tisanas, acompanhando tudo isto de um palavriado proprio de um arlequim.
Hoje na feira o espectaculo foi repugnante. Alli vimos o tal sugeito com uma thesoura fazer a extracção de um “lobinho” a um desgraçado , que deixou a escorrer em sangue, e em seguida levar para cima da diligencia a outro desgraçado, que, com o corpo meio descoberto, soffria resignado as fricções que o curandeiro lhe dava; e finalmente presenceamos os avultados interesses que elle fazia com a venda das suas tisanas ao povo rude e ignorante.
Onde está a polícia d`esta terra?
Chamamos muito seriamente a attenção da competente auctoridade para similhante abuso, e esperamos que serão immediatamente dadas providencias. É intoleravel que se consinta isto em uma terra civilisada.

Partida
Partiu hoje para Braga, onde conta demorar-se alguns dias, o nosso presadissimo amigo o sr. António Alberto da Rocha Páris.