A pretensão de transformar Viana em cidade média passou, nos anos 80 e 90, pela tomada de medidas de desenvolvimento económico, social e cultural, entre as quais a criação de condições para que a população do concelho superasse rapidamente a centena de milhar de habitantes.

Depois de alojadas muitas famílias que viviam em condições precárias e da construção de fogos por cooperativas de habitação, a Câmara acompanhou o desígnio nacional de erradicação de situações chocantes de habitação.

Para reduzir os riscos de reprodução geracional de ciclos de pobreza, foi tentado extinguir gradualmente os bairros maiores, nomeadamente o do Malhão, em Areosa, e as famílias carenciadas começaram a ser alojadas em fogos dispersos, adquiridos ou arrendados pelo Município. Infelizmente, só foi possível adquirir pouco mais de 15 fogos porque o mercado imobiliário local não estava em condições de satisfazer a procura de habitação social.

A Câmara passou, então, a apostar na construção e renovação de pequenos bairros de qualidade, em Alvarães, Areosa, Barroselas, Castelo do Neiva, Darque e Perre, sempre com a preocupação de não criar guetos na terra vianense.

Agora, o Município disporá de 230 fogos, mas a procura de habitação social aumentou e as famílias, mesmo as da classe média, enfrentam dificuldades em garantir habitação condigna no mercado livre. 

Está em curso a execução da “Estratégia Local de Habitação”, com 27 milhões de euros para a requalificação de habitação social e a resolução das carências sentidas no concelho. E, para executar esta estratégia, foi recentemente aprovada a criação de uma “equipa de missão”. 

O sucesso que desejamos a esta equipa será, também, o sucesso de Viana!