Em Wuhan, China, cidade com muitos turistas, estudantes de várias nacionalidades, muitos habitantes, apareceu um vírus (um novo coronavírus) contagioso e que mata muita gente.

De muitos países, incluindo Portugal, enviaram aviões para resgatar as pessoas que queriam regressar aos seus países, mas o vírus continuou a contagiar muita gente e a Organização Mundial de Saúde considerou que havia uma pandemia.

A pandemia de Covid-19 começou em fevereiro de 2020. Alcançou a terra inteira e já morreu muita gente. Os contagiados são internados nos hospitais ou confinados em suas casas. Muito desemprego. Lojas fechadas. Ruas desertas.

Em 02 de março de 2020 tivemos os primeiros dois contagiados em Portugal.
Não houve festas: nem da Páscoa, nem do 13 de maio, nem do S. António, nem do S. João, nem as Festas da Senhora da Agonia em Viana, nem as reuniões com o Papa Francisco no Vaticano….

As escolas e as faculdades fecharam e a maior parte das lojas também (só os hospitais, farmácias, restaurantes com take-away e supermercados estiveram abertos…), mesmo assim com restrições, distanciamento e máscaras.

As fronteiras estiveram fechadas e os aeroportos transformaram-se em parques de estacionamento para aviões!

A 02 de setembro completou-se seis meses do início da pandemia.
Em quase todo o planeta tem havido catástrofes climáticas. Aqui os incêndios começaram em julho e vários bombeiros ficaram feridos ou morreram.

Por causa da Covid, a Assembleia da República, o Governo e o Presidente da República já decretaram estados de alerta, calamidade e de emergência.

Como estamos muito mal economicamente, em junho começou o desconfinamento: aulas presenciais do 11.º e do 12.º, com máscaras e distanciamento (até aí só por videoconferência), creches e jardins de infância abertos com crianças e professores com máscaras e distanciamento, pequenas lojas abriram, mas há a obrigatoriedade do uso de máscaras e distanciamento, o mesmo nos transportes coletivos e nos espetáculos (proibidos até então em toda a parte da terra), futebol sem público, …

Proibição de visitar idosos (exceto cuidadores…). As pessoas não se podem abraçar, nem beijar… quando muito tocam-se com os cotovelos…

Os enterros, os casamentos e os baptizados têm de ter muito pouca gente.
Na rua há muitas pessoas com máscaras e viseiras e até luvas. O medo impera.

Na terra já morreram milhares de pessoas com Covid-19… Em todos os laboratórios da terra procura-se uma vacina ou um medicamento contra o vírus. Até agora inutilmente.
Eu nasci em 1935, mas na minha família, sempre se contou a lenda do meu avô, o notário Silva Campos (5.º diretor do A Aurora do Lima).

Nos anos vinte, a pneumónica (gripe espanhola) foi uma pandemia que contagiou e também matou muita gente em toda a terra. E Viana do Castelo não foi exceção.
O meu avô foi contagiado, mas ao fim de algum tempo, ficou curado.

Falou com os padres que conhecia e também escreveu no A Aurora do Lima. A sua ideia era influenciar o povo (no jornal e nas igrejas) lembrando-lhes que podiam prometer a Deus uma peregrinação anual (a pé) até ao templo de Santa Luzia (ainda em construção) e Ele, a partir desse momento, permitiria que mais ninguém em Viana morresse com a pneumónica.

E assim foi. Uma vez por ano o povo fazia a peregrinação ao templo de Santa Luzia … e nunca mais ninguém, em Viana, morreu com a pneumónica!

Maria L. Campos Costa