Depois de um início de ano com números trágicos de contágio e mortes por Covid-19, Portugal está a regressar às atividades presenciais. De forma faseada e por setor, desde 19 de abril que os espaços culturais puderam voltar a abrir e, desde o início deste mês, reabriram também os espaços de restauração que, em conjunto com os espaços culturais, se ajudam e complementam reciprocamente.

O nosso país está, uma vez mais, entre os melhores da Europa no controle da pandemia. Importa pois, que não se volte a perder a rédea a esta conjuntura favorável, tão importante para tantos setores de atividade. Na Cultura, o impacto dos confinamentos foi brutal e começam agora a fazer-se os primeiros ensaios de concertos ao ar livre para grandes grupos de pessoas, de acordo com as normas sanitárias.

Uma necessidade urgente, pois todos queremos, e necessitamos, voltar a ter eventos culturais, desportivos e religiosos com público. Temos que saber viver com a contingência: máscara, desinfetante, distanciamento e, claro, acima de tudo, vacinas. Para todas e para todos. De todas as idades.

Até à erradicação desta doença terrível que, segundo alguns cientistas, deve ser combatida como o sarampo e não tolerada, como a gripe. Uma das sensações mais palpáveis que o “novo normal” nos trouxe foi a de uma renovada consciência acerca da importância de vivermos em sociedade e de como, enquanto seres humanos, precisamos uns dos outros, quer para sobrevivermos, como para sermos felizes. De facto, precisamos de estar com os outros. Desde logo, com a nossa família.

Mas, também, com os amigos. E, também, até, com aquelas e aqueles que não conhecemos mas que gostamos de ver: numa praça ou numa rua; numa praia ou num jardim; num teatro ou num estádio. Por isso, e cumprindo todas as regras, temos que voltar a viver em plena sociedade. Não apenas para voltarmos a produzir e a consumir bens. Mas, também, e muito, para voltarmos a ter lazer.