É costume, no fim de cada ano, desejar aos nossos leitores, aos nossos amigos e aos nosso familiares, ANO NOVO, VIDA NOVA, fazendo votos para que o NOVO ANO seja melhor que o anterior.
Infelizmente, para mim, modesto pensionista, e para a maioria dos portugueses, 2019 será muito pior que 2018. Em Janeiro aumentam os transportes, a água, a luz e o gás da cidade, bem como a renda das casas, algum tipo de pão, a gasolina e o gasóleo. Embora o Governo diga que vai aumentar os funcionários públicos e os pensionistas, esses aumentos dificilmente cobrem os aumentos atrás mencionados. As greves em curso vão continuar e outras já estão anunciadas para Janeiro, sendo a dos enfermeiros aquela que mais dores de cabeça está a dar ao Governo.
Claro que o Ministro das Finanças continua a afirmar que não há dinheiro para satisfazer todos os aumentos pedidos, que o País tem as finanças controladas e que não quer ter no nosso País uma nova TRÓIKA. Perante este cenário, salvo melhor opinião, vamos ter um ano de 2019 muito conflituoso no mundo laboral, lembrando um velho ditado popular “CASA ONDE NÃO HÁ PÃO, TODOS RALHAM E NINGUÉM TEM RAZÃO”. A continuar assim, não há dúvida que “É MUITO DIFÍCIL SER-SE PRIOR DUMA FREGUESIA DESTA”.
Por isso, caro leitor, caro amigo, lá iremos continuar a ser um dos países mais pobres da Comunidade Europeia (veja-se o valor do salário mínimo), onde os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Pessimista? Talvez não. Mas desiludido com aquele sonho dos MILITARES DE ABRIL, que prometeram um País democrático, mais justo e mais fraterno e que afinal, passados 44 anos da Revolução dos Cravos, somos um País pobre e um Pobre País, onde impera o tráfico de influências, negócios nebulosos, cuja resolução se arrasta nos tribunais meses ou anos, com recursos e mais recursos dado o poder financeiro dos arguidos, onde “A CULPA MORRE SOLTEIRA”, sem se saber se há culpados ou não, depois da constituição de comissões de inquérito, cujos resultados nunca são publicados. E claro, nestas situações, quem perde são as pessoas que perderam as suas casas e que continuam à espera da sua reconstrução devido a uma burocracia inacreditável, dado que o dinheiro do peditório nacional está nas mãos de algum organismo estatal, que ninguém sabe. Daqui a cinco meses, como bem disse o Sr. Presidente da República, um dos poucos que se interessam por estas desgraças, inicia-se uma nova época de fogos e Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Monchique, continuam à espera que se faça JUSTIÇA. Também a desgraça de Borba continua em “stand by”, esperando-se que o inquérito (mais um) diga se houve culpados ou se a culpada foi a estrada que, segundo se sabe, já devia estar interrompida ao trânsito, mas que ninguém ligou. Embora os mortos tenham sido recuperados, fizeram-se os funerais e continua o silêncio sobre este triste acontecimento. Também continua em silêncio o relatório das “ARMAS DE TANCOS”. Dá-me a impressão (é só impressão), diga-se de passagem, que vivo numa “REPÚBLICA DAS BANANAS!”, onde acontecem catástrofes, com mortos e feridos e roubo de armas e ninguém é punido!!!
Mas, como acredito nos valores democráticos e que um dia Portugal será um País onde valha a pena viver, eu quero desejar aos meus leitores, aos meus amigos e familiares UM ANO NOVO MUITO PRÓSPERO.