Às vezes questiono-me se estamos mesmo no século XXI. Fico meia espantada como é que ainda se alimenta este tipo de guerra fria entre Homem e Mulher, macho e fêmea, melhor ou pior, serve ou não serve que nos, concretamente, a lugar nenhum. 

A verdade, é que há certos temas que ainda conseguem algum brilhantismo nas passerelles de todo mundo, contudo, e a meu ver, esta é uma camisola que já passou de moda há muito tempo…

Lábios vermelhos ou pretos, calças azuis ou amarelas, sapatilhas limpas ou sujas…são só cores e peças de roupa, chamemos, pois, as coisas pelos seus nomes. Desde quando é que uma cor ou um casaco definiu alguém? Desde o momento em que as nossas consciências assim o ditaram.

Aquilo que nós precisamos não são mais guerras desnecessárias e não fundamentadas, mas sim dum evoluir da consciência geral. De algum modo parece-me que ainda estamos presos aos preconceitos do passado – o homem é que ganha, a mulher é que gasta; o homem é que trabalha, a mulher é que arruma; o homem é que conduz, a mulher é conduzida; a mulher nobre é que pode usar batom vermelho, mas a pobre não porque parece mal…

Algo de nós ficou para trás. Não foi de certo a nossa inteligência, nem tão pouco a nossa bondade. Foi a nossa criatividade para criar novos cenários e acompanhar a sociedade no que respeita à igualdade de oportunidades e ao entendimento que Homem e Mulher são seres realmente distintos, mas criados à mesma luz; são em si diferentes, mas ambos com um igual propósito – servir a Humanidade do jeito que lhes for possível. 

Já chega de criarmos atritos e lutas em vão. Creio que a solução passará pela aceitação de que afinal, não somos assim tão afastados uns dos outros como nos fazem crer. Tanto o Homem precisa da Mulher como a Mulher do Homem, pois sem um, o outro não sobreviveria, nem tão pouco a espécie se expandia. 

O que me leva à questão final: se nos diferenciamos assim tanto, porque que raio insistimos em durar para sempre?

A minha única resposta: o mundo precisa de muito amor – muito mais amor!