A campanha eleitoral para as eleições europeias tem vindo a produzir espetáculos dignos de registo e merecedores da atenção dos eleitores.

Em primeiro lugar há um facto a ter em conta: em causa está a eleição dos deputados para o Parlamento Europeu, mas, na realidade, para uma boa parte dos candidatos, o que interessa é conseguir um resultado que se venha a refletir positivamente nas legislativas nacionais. Não esqueçamos que, quer o PCP, quer o BE, por exemplo, defendem um “BREXIT” à portuguesa…

Quanto à campanha propriamente dita não se pode dizer muito porque pouco ou nada de novo tem vindo a produzir.

No que respeita ao CDS, o cabeça de lista Nuno Melo é apenas um fiel reflexo das escolhas e atitudes da sua presidente, nada de novo apresentando que provoque a menor surpresa.

Do PPD/PSD, com o pelo visto vitalício Rangel no comando, surge apenas um feroz ataque ao cabeça de lista do PS, acusando-o de ter sido um péssimo ministro do atual governo. Não se chega a saber é se algo de positivo em prol do país tem para reivindicar em seu favor durante todos os anos em que se tem passeado por Bruxelas…

Para além dos já citados, vão ao que consta concorrer um número apreciável de outras organizações cujas hipóteses de sucesso são praticamente inexistentes.

Quanto ao PS, dada a inegável imagem de capacidade, que é atualmente a sua, é de prever um excelente resultado.

 

P.S. À margem do tema não posso deixar passar em claro a inqualificável atitude da “senhora” bastonária da Ordem dos Enfermeiros perante os inspetores encarregados de proceder às averiguações relacionadas com a sindicância atualmente em curso.