A Villa de Povoença (Areosa) prosperou devido ao seu comércio e navegação, tendo formado na Foz do Lima, no lugar chamado Átrio uma povoação que D. Afonso Henriques a fez Couto e a deu ao Bispo de Tuy, D. Pelavo e àqueles que lhe sucederem.

D. Afonso III trocou-a com Bispo de então de Tuy D. Gil, dando-lhe por este Couto os padroados de Sá Riba Lima (hoje Sá no concelho de Ponte de Lima), File agora Afife e Baltathazares hoje Âncora e ainda Vila Mou, ficando de novo do padroado real.

Com o decorrer do tempo apareceu a Igreja de S. Salvador (Viana) agregada ao bispado de Tuy sendo prelado desta diocese D. João Fernandes Sotto-Mayor, no reinado de D. Dinis, e se uniu para sempre a Portugal.

A Comarca de Valença foi dada ao Bispo de Ceuta por D. João I e com ela o padroado (direito de protetor adquirido por quem fundou ou doou uma igreja) da Igreja de S. Salvador de Viana. Era enfadonho ao Bispo de Ceuta ir àquela comarca e o Arcebispo de Braga ir a Olivença, que era a sua diocese, e trocaram os padroados a 5 de Agosto de 1514. Era Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Sousa.

D. Afonso III, em 1253 fez as pazes com Afonso X rei de Castela, pois casou com a filha do rei castelhano, Dona Brites, e resolveu ir a S. Tiago de Compostela passando pelo sítio do Átrio concedendo-lhe o título de Villa, dada a sua importância e deu-lhe o primeiro foral em 1258: “Quero fazer povoação ao lugar que se chama Átrio na Foz do Lima . A esta povoação, de novo chamarei Vianna”.

D. Afonso III concedeu aos habitantes de Vianna quanto possuía e o direito a ter na mesma Villa e seu termo.

Os habitantes, em reconhecimento dos privilégios concedidos à povoação, obrigaram-se a pagar anualmente 1.100 maravedis velhos (50. 185 reis) e levantar à sua custa, os muros de cantaria e defender a Villa dos inimigos.

Referência:
Leal, Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, volume X, página 369 e 370.