Crescer

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Ensinam-nos que crescer, é deixar de ser criança. Controlar os medos, vencer as inseguranças, ser forte, ouvir a voz da razão. Só assim venceremos na vida.

E, passada a necessária insubmissão da adolescência, vamo-nos tornando adultos, seres racionais, controlados, conformados, á custa do aprisionamento do nosso lado infantil, instintivo. Precisamos de ter boas notas, boas casas, andar bem vestidos, ter amigos influentes, etc.

Será que sabemos o que somos, para além dos papeis que representamos, das funções que desempenhamos? Tudo isso é só aparência. Mascara! Não mais do que aquilo em que vamos tendo de embrulhar a nossa essência, de forma a sermos aceites pelos outros. A ter o seu amor. Se confundirmos uma coisa com a outra, criamos uma cisão no interior de nós mesmos. Somos elogiados, aceites e amados. Não significa, porém, que a cisão não exista. E que se vá alastrando, aprofundando. Então de repente entramos em depressão.

A vida deixa de ter sentido. Temos que começar a amar-nos!. A base de tudo na nossa vida! Temos que construir um chão a partir do qual, mutuamente nos ajudemos uns aos outros, a ir caminhando por si mesmos, no sentido do amor – que estando em cada um, ultrapassa ambos. Ao amar alguém, aquilo que fazemos é ajudá-lo a descobrir o amor que existe por ele próprio, no seu interior.

Só que “lutamos” para conseguir que ele nos ame. Tem de haver um clima de paz, para haver amor.

As paixões que sobrevivem, são as que servem de motor de arranque, para a construção do amor mútuo. Mas o amor não é paixão. O amor nada dá nem nada recebe, senão de si próprio. Esta afirmação é do sábio Khalil Gibran.

Filomena Freitas

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