Afirmou-o o Comandante da GNR local durante a cerimónia militar realizada na nossa cidade, na passada quinta-feira. O facto justificou-se com a diminuição dos crimes de caráter violento em 8% até setembro findo, se comparado com o valor do ano transato. Contudo, ainda segundo o mesmo, a sinistralidade rodoviária manteve-se no mesmo nível em igual período: 2.500 acidentes por ano.

Só temos que saudar estes indicadores divulgados; porém não é desapropriado afirmar que se trata de progressos limitados, tanto mais que os mesmos podem nem estar alicerçados em medidas especiais e constituir uma mera variação sazonal. Mas também temos que ser pragmáticos e não esperar a erradicação total de males desta ordem. Desejar o melhor controlo possível da criminalidade e dos acidentes rodoviários é sensato, mas, se não houver medidas de forma integrada para todo o país, o possível, entre nós, situar-se-á sempre em valores insuficientes. Não há ninguém que desconheça que a criminalidade e os acidentes nas estradas têm muito a ver com falta de meios e desigualdades sociais, por um lado, e má formação cultural e cívica por outro. E as soluções para tal, em boa medida, só são possíveis com uma economia de mais valor acrescentado.

Esperar tudo das Forças de Segurança é pedir muito. Estas são fundamentais na proteção das populações e defesa da ordem e, só por isso, merecem o nosso respeito e a nossa estima, daí a necessidade de reconhecer as suas impossibilidades. É por isso justo que daqui se saúde o centenário da GNR em Viana do Castelo, já que, com as suas virtudes e defeitos, neste espaço de tempo, foi fundamental no equilíbrio social das populações da nossa região.