Para vencer no mercado de trabalho, em analogia com o ambiente pessoal, é necessário possuir iniciativa, que é uma qualidade que todos temos, sendo que, em certas vezes, de maneira adormecida ou, então, de forte dose de indolência.

As tentativas de vida que me ensinaram e acolhi, no meu tempo de actividade laboral, eram sistemas menos sofisticados e complexos, aparecendo, somente, muito mais tarde o telex, o fax, as fotocopiadoras de alcance alargado, seguindo-se a internet e os computadores, conjugado com os meios televisivos, aliado ao telefone volante no acompanhamento com os métodos auditivos e de visão conexa de porte avançado.

No dia a dia, a vivência oferece-nos grandes oportunidades, mas de nada vale o conhecimento, as informações laterais, a experiência, a cultura, conjugado, ainda, com a universidade da vida, se não soubermos, com tudo isso, o que fazer. Temos de despertar os nossos talentos, competências, habilidades e até mitificar, um pouco, para enfrentar positivamente os desafios que vão aparecendo.

Aos burros são colocadas umas palas em cada lado dos olhos para que sigam, unicamente, em frente. Apenas os tolos não mudam. Viver é mudar, é ter inteligência para enfrentar o quotidiano. Na panorâmica do trabalho procuram-se profissionais que mostrem capacidade de inovar. A iniciativa é a marca registada para alcançar a profissionalidade. A essência da iniciativa é entrar em acção ou seja, fazer, desde logo, a diferença. Teremos de explorar os frutos da nossa experiência pessoal e profissional, porque ao utilizar estes predicados na altura apropriada, vamos mudar de caminho e atitude na esfera do meio que nos envolve. Precisamos de estar preparados para as oportunidades.

É importante sair da zona de conforto para pôr em prática as nossas ideias, aliado ao saber adquirido. Devemos investir nos nossos pontos fortes, nas nossas qualidades, criando oportunidades, e os resultados virão, certamente. Neste cenário de envolvimento com o exterior, a conjuntural substância da composição familiar fortalece a união, abrindo a claridade do pensar e da força anímica das pessoas que formam esse agregado, para enfrentarem, diariamente, as arbitrariedades que se praticam no “mundo cão”, face à procura de emprego, mais agravado, agora, na envolvência da pandemia.

Jamais nos devemos acomodar. Há sempre uma maneira de produzir melhor, mais rápido e com menos custo, porque, caso não pensarmos nisso, outros o irão fazer. É a teoria  de “uma verdade” de La Palice! O novo e a mudança assustam. Toda a ideia tem que quebrar resistências e velhos paradigmas. Porém sair da rotina é estimulante, porque vai contribuir para que acreditemos em nós próprios, para a caminhada do destino. Muita gente deve a grandeza das suas vidas às dificuldades, aos desafios e aos obstáculos que tiveram de vencer. Quando assumimos a o comando da independência perante o mundo, em vez do contentamento de sermos meros coadjuvantes, devemos mostrar a nossa própria personalidade, a fim de passarmos a ser os donos da história pessoal que vamos, doravante, construir.

Em todo este contexto pessoal e familiar na órbita do planeta Terra, temos obrigação de acreditar que a vida é cheia de possibilidades que nos levam a ultrapassar limites, vencer desafios, transformando-nos, em cada dia, numa personalidade mais habilitada, mais forte e melhor para a sociedade.

Nota: Esta crónica, por vontade do autor, não segue a regra do novo acordo ortográfico.