Felicidade não deixa de ser um tema palpitante e actual. Todos te­mos aspiração em alcançar esse objectivo. Há vários caminhos que nos fazem chegar a esse destino imaginário, porém, possível de se tornar re­al. O curioso é que muitas das coisas que nos acontecem na vida podem estar dependentes de outros e não, exclusivamente, da nossa vontade. Podemos, mesmo, através desta variante, sem tão pouco entrar na esfera da fantasia, criar a felicidade e vivê-la. O que seria, então, a augusta felicidade? O sucesso no emprego? A aquisição de um bem material? Uma saúde perfeita apoiada por um suporte financeiro a evitar que venha a ficar descompensada? Um casamento ideal com filhos encaminhados para as melhores universidades, conforme os nossos sonhos? Uma sorte grande no euro-milhões? Vejamos, então, que todos estes valores fazem parte de um universo de felicidade material.

Como mensurar esse grau de bem-estar? Qual o perfil ideal desses ingredientes em ordem de valores? Difícil, não? E o que dizer da feli­cidade de fazermos alguém sorrir? E quantos desprovidos de conforto ma­terial esboçam um exuberante sorriso de felicidade? Como chegaram a isso? Esse ideal complexo constitui-se numa busca incessante do ser hu­mano. Contudo, quando o procuramos, no meio externo, de cunho essencialmente material, deixamos de mergulhar em nós mesmos, onde repousa o esperado tesouro. É nele que podemos encontrar a felicidade. Na realidade, esse estado de espírito pode ser intenso e momentâneo, mas se dermos o devido valor para esses instantes eles permanecerão, dentrode nós, uma eternidade…

Os valores subjectivos são mais difíceis de serem percebidos. É que o tempo para eles dispensado é ínfimo se comparamos com o que dedicamos às coisas materiais. É esse universo interior e profundo, que abriga a felicidade real, e que aguarda a nossa presença. Jesus Cristo, com a sua divina sabedoria, afirmou: -“O meu Reino não é deste mundo”.

A almejada felicidade não a encontramos aqui na Terra. Ao estabili­zar a nossa presença nessa convicção interior e profunda poderemos alcançar a felicidade real. Estaremos a agir num conceito de fé, já que sendo o espírito eterno, no mais cedo, ou no mais tarde, desfrutaremos das glórias naquele novo Mundo.

Talvez se possa afirmar que a felicidade encerra um sentido in­génuo e carregado de muita subjectividade. Podemos encontrá-la e deixá-la fugir, por não se avistar a chegada, face à sua misteriosa con­juntura. Na nossa vida corpórea, em momentos de luz, no tempo, é um oscilar que surpreende.