A electrificação da linha de comboio (pgs. 3 e 16) do Porto para norte, mas só até esta cidade, vem sendo inaugurada “às prestações”, sem deixar de ser um melhoramento que acaba por beneficiar substancialmente esta região, na sua ligação e mobilidade com a Galiza. Como convém, compreende-se que o investimento avultado não permitia, por um lado, o seu esgotamento. Deixa, por isso, uma próxima oportunidade para outras inaugurações, tão pretendidas quanto oportunas, em vésperas eleitorais.

Pena foi que, também, na oportunidade, não se regozijassem com os novos três bancos colocados à frente da entrada da Estação da CP – obra digna, merecedora de foguetes e até de banda de música (pg. 23, foto de semana)!… Não sabemos se os bancos aí colocados tinham por finalidade marcar reserva do espaço para as recepções dos convidados, bem como do folclore adjacente ou consequente. O certo é que, nos foi chamada a atenção de, esse espaço, agora ocupado, não permitir qualquer paragem auto para transferência de bagagens ou passageiros, seja de acesso à bilheteira para qualquer informação, incluindo a compra de bilhetes. Obriga sim, pela presença do cívico, aí de serviço, a meter o carro no parque subterrâneo, vir à superfície, fazer o que tem a fazer na estação, regressar ao subterrâneo, pagar o estacionamento e ir-se embora! Não foi por isso que, certamente, o arquitecto que concebeu aquele espaço o deixou para uns poucos minutos de paragem auto, mais que não seja, de despedida de familiares e amigos.

Se a presença do cívico, lá posto agora, é de respeitosa vigilância ao cumprimento a que os bancos obrigam, vai também passar a vigiar os meninos dos skates que, nesses novos “obstáculos”, vêem mais um divertimento!

Parabéns pela nova pista de skate. A juventude agradece.